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CASO RADASA: Comerciante há mais de 17 de anos no Suriname explica a sua versão da história

Andreia Albuquerque conta como conheceu a avó de Radasa, Georgette, e os acontecimentos com a família da criança até a data de seu funeral.

Atualizado há

Andreia Albuquerque, 41 anos, é vendedora tanto na Guiana Francesa quanto no Suriname há mais de 17 anos. Andréia relatou que encontrou Georgette, acompanhada de sua filha Giovana, em El Pasi, região do Suriname. Segundo ela, Giovana estava grave e em péssimas condições de saúde, necessitando ir ao hospital. Andreia afirmou ao LPM News, que Georgette disse que tinha muitos netos, além disso, ela afirma que Georgette recebeu várias doações tanto dela quanto de membros de igrejas locais, como a Assembleia de Deus.

Segundo Andreia, a idosa estava em um barracão com umas redes e sem disponibilidade de recursos financeiros. Andreia afirmou ter se compadecido da situação da senhora, levando-a reunir cerca de 240 euros por meio de doações para a mulher. Andreia garantiu para Georgette que sua filha seria encaminhada para um hospital em Caiena para realizar o parto e receber os cuidados necessários, além de comprar a passagem de volta a Paramaribo para Georgette.

Porém, Andréia alegou que uma mulher, com inicial “V”, questionou a legitimidade do que foi dito por Georgette, que alegou ter três netos, que ela já estava pedindo dinheiro em outras regiões. Andréia afirmou que o objetivo era mandar a senhora para Paramaribo e a sua filha para Caiena para ter o bebê. Segundo Andréia, ela já tinha visto Georgette e a filha trabalhando em outras regiões do Suriname, como Albina.

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Andreia falou que encontrou Georgette trabalhando como babá e que sempre viu a sua filha Giovana grávida, que ela a reconheceu de quando trabalhava no garimpo, o que a fez confiar nelas. Além disso, Georgette disse que a sua outra filha, mãe de Radasa, faleceu, deixando-a com uma neta de 8 anos, uma de 9 anos e um de 17 anos, em Boa Vista, em Roraima. 

“Eu me desentendi na coleta com essa mulher porque discordarmos das versões da história”. Andreia disse que iria pagar a passagem de Georgette, pois ela não tinha recebido doações o suficiente, levando em consideração que metade deveria ser dado para a sua filha, que precisaria de dinheiro para voltar de Caiena para Paramaribo.

Georgette viajou antes de receber dinheiro, alegando que seus netos estavam doentes. Porém, Andréia realizou uma ordem de pagamento para Georgette. Andréia afirmou, ainda, que ela mandou um comprovante de todas as compras de remédios e comida. Além disso, ela afirmou que Georgette contou a mesma história para outras pessoas, afirmando que as crianças estavam doentes.

Ainda segundo Andréia, a avó das crianças alegou que os seus outros netos estavam na casa de uma amiga. “Nunca consegui visitar os outros três netos dela”, afirmou Andreia. Andreia disse que auxiliou os netos de Georgette, com necessidades alimentares e de saúde, como combate a Covid-19. Além de falar com várias pessoas para ajudar eles com trabalho. Ela afirma ter oferecido várias oportunidades de serviço para Georgette.

Segundo Andreia, a moça estava em 46 grupos de WhatsApp e várias pessoas compartilharam uma história falsa, além de confirmar que estava mentindo para Andreia em relação à história de sua filha. Em relação a Radasa, Andreia afirma ter recebido uma ligação de Giovana em prantos durante a noite. À caminho do hospital, apesar de tentarem mantê-la viva, a criança não resistiu. Andreia avisou a uma pastora, denominada Rosilene, do templo central da Assembleia de Deus, em Paramaribo, e a um pastor, denominado José Paulo.

Ela também convidou outra mulher, chamada Ronilda, membro da Igreja Batista, para juntar recursos para o enterro de Radasa. Ficou acordado que todo valor que superasse o valor do enterro da Radasa, seria transferido para a família da criança, com aval dos doadores.  

O pastor José Paulo ficou responsável pelo corpo da criança, além disso ele levantou os preços da funerária, 250 dólares, 450 dólares e 650 dólares. Eles escolheram, junto da avó, o de 650 pelas melhores condições, como sepulturas suspensas, além de um cemitério privado, porém esse acordo foi realizado apenas verbalmente.

Andréia também chamou para a coleta de recursos uma DJ, porém a DJ afirmou que já havia pago metade do funeral. Andréia sugeriu que a DJ reembolsasse o seu dinheiro, afinal o pastor José Paulo estava com responsável pelo funeral. Ao fim do dia após a morte de Radasa, Andréia foi a casa de Georgette realizar a prestação de contas, e apenas uma moça chamada Vanessa, vizinha de Georgette, estava lá, juntamente com Nilda, amiga da DJ.

Pela manhã, Andreia, a DJ, o pastor e Nilda iriam se encontrar, porém a reunião não aconteceu porque Nilda adoeceu. A DJ disse que iria postar um vídeo, porém Andreia sugeriu que fizesse o vídeo só pela manhã. A DJ afirmou que iria fazer o vídeo durante a noite, avisando que o dinheiro do funeral já estava arrecadado. Andréia reiterou que mesmo que o dinheiro já tivesse sido arrecadado, ainda seria possível realizar doações, que seriam destinadas à família, até o funeral de Radasa.

A DJ questionou Andréa por que não realizou um enterro pelo valor de 250 dólares, em outra funerária. No dia do funeral, Nilda avisou a Andréia que não poderia ajudar pela manhã, porque estava resfriada. No total, 1095 dólares, 50 euros e 36 mil SRD foram arrecadados, parte do dinheiro seria utilizado para pagar a funerária, o resto seria transferido para a família. 

Chegando na casa da Georgette juntamente com o pastor e Ronilda, Andreia diz ter tentado contato para a DJ durante 30 minutos via ligação e mensagens. Quando ela atendeu, segundo Andreia, já foi a insultando e dizendo que não iria retornar à residência da família de Radasa. 

Dez minutos depois, Andreia afirma que o pastor teria recebido uma ligação da dona da funerária, que afirmara que a DJ havia passado no local para saber o custo do funeral. “Ela disse pra dona da funerária que iria a banco retirar o dinheiro para efetuar o pagamento e retornaria ao local”, detalhou.

O telefone teria tocado novamente. Dessa vez, era o marido da DJ. “Ele começou a insultar fortemente o pastor dizendo que o mesmo queria se beneficiar do caso e que era para o corpo ser liberado para outra funerária. O pastor disse que a escolha não tinha partido dele e sim da família da criança e da parte dos doadores”, explicou.

“Uma amiga da DJ, que se diz ser dona de funerária, começou a fazer a mesma coisa que o marido da DJ. Depois, a DJ e a amiga da DJ começaram a me atacar no telefone. Ameaças de fazer lives, etc… Nesse momento, a dona Georgette pede o telefone e pede que retornem com o dinheiro. Ela falava: ‘Eu sou a vó da criança. Voltem com o dinheiro'”.

“No entanto, mesmo após os pedidos, a DJ e a amiga gritavam no telefone e a vó criança desmaiou”, afirmou. “O corpo não iria ser liberado, pois íamos na delegacia, mas como eu e a Dona Georgette passamos mal, não o fizemos”. O pastor acabou liberando o corpo da criança, enquanto isso Andréia foi ao hospital, devido às discussões com a DJ, o seu marido, e a dona da funerária. Andréia afirmou que não sabe o motivo da DJ se desentender com ela.

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