Entenda como a relação sexual favorece o problema e saiba como fazer a higiene íntima.

Ela já fez vítima quase 50% das mulheres adultas, então, mesmo que você nunca tenha sofrido um episódio de infecção urinária, certamente conhece alguém que se encaixa nesse perfil. O problema tem, como sintomas clássicos, ardência e dor na hora de urinar, além de urgência frequente para ir ao banheiro. Embora não seja uma doença exclusivamente feminina, afeta muito mais esse público. “Isso acontece por razões anatômicas, já que a uretra feminina é mais curta que a do homem, facilitando a ascensão de bactérias até a bexiga”, explica a ginecologista Maria Rita de Souza Mesquita.

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Com tantas pessoas afetadas pela infecção urinária, surgiram inúmeras recomendações de como se prevenir do problema, mas, muitas vezes, a mulher se vê diante de informações contraditórias. Para esclarecê-las, conversamos com especialistas. Veja o que é realmente eficaz para evitar esse incômodo.

Ter relações sexuais com camisinha reduz o risco de ter infecção urinária?

Sim, mas pouco.

“Como a principal causa da infecção urinária é a passagem de micro-organismos da uretra para a bexiga, o aumento de secreções, como o sêmen, no canal vaginal pode favorecer essa ascensão e, assim, aumentar o risco de infecção urinária”, afirma a ginecologista Ana Paula Aldrighi, do Hospital e Maternidade São Luiz. Por isso, usar camisinha ajuda a prevenir o problema. A especialista afirma, entretanto, que a própria penetração já é um fator que contribui para a subida desses micro-organismos.

Segurar a urina favorece a infecção urinária porque:

Sim , Faz com que o trato urinário fique muito tempo sem ser higienizado.

“Embora a urina carregue muitas impurezas, ela higieniza o canal urinário ao ser eliminada, levando junto bactérias que estavam em ascensão na uretra”, afirma a ginecologista Maria Rita. Evite, portanto, reter a urina por muito tempo.

Infecções urinárias podem ser transmitidas de um indivíduo para o outro?

Não.

De acordo com a ginecologista Maria Rita, infecções urinárias não são transmissíveis. “O aparecimento de sintomas é comum após relações sexuais apenas porque o atrito favorece a subida de micro-organismos até a bexiga”, explica. Assim, quanto maior a frequência das relações sexuais, maior o risco de ter infecção urinária.

Urinar após a relação sexual ajuda a prevenir infecções urinárias?

Sim.

A relação sexual favorece a ascensão de bactéris pela uretra, tanto pela penetração quanto pelo aumento de secreções decorrentes da ejaculação. Assim, recomenda-se urinar após a relação para realizar a limpeza do trato urinário. “Ao urinar, a mulher elimina bactérias que estavam a caminho da bexiga, reduzindo o risco de contrair a infecção”, afirma o ginecologista José Domingos Borges, do Hospital 9 de Julho.

Após ir ao banheiro, a limpeza deve ser feita:

Sim, De frente para trás.

O principal micro-organismo causador da infecção urinária é uma bactéria encontrada na flora intestinal. “Assim, após urinar ou defecar, a limpeza com o papel higiênico deve ser feita da frente para trás para não levar bactérias do ânus para o canal vaginal”, alerta a ginecologista Ana Paula. Se possível, ainda, use um chuveirinho para lavar a região.

Beber pouca água pode favorecer infecções urinárias?

Sim.

“Beber pouca água significa urinar menos e, consequentemente, reduzir o número de higienizações do trato urinário”, afirma o ginecologista José. Assim, a baixa ingestão de líquidos favorece, sim, o risco de ter infecção urinária.

Trocar o sabonete comum pelo sabonete íntimo ajuda a prevenir infecções urinárias?

Não.

“O aumento da frequência de higienizações íntimas é que reduz o risco de infecções urinárias, e não o uso do sabonete íntimo”, afirma a ginecologista Ana. Segundo ela, o produto apresenta uma composição mais adequada para a higiene da vulva, mas não apresenta substâncias específicas que impedem a ascensão de bactérias pela uretra.

Usar protetores diários pode favorecer infecções urinárias?

Sim,

Segundo a ginecologista Maria Rita, protetores diários devem ser evitados. “Eles favorecem o aquecimento da região e, assim, a sudorese, criando um ambiente perfeito para a proliferação de micro-organismos”, afirma. Com mais agentes causadores de infecção tendenciosos a subir o canal da uretra e chegar na bexiga, aumenta o risco de infecção urinária. Por isso, no período menstrual, quando a mulher precisa usar absorventes, a especialista recomenda não permanecer mais de cinco horas com o interno e mais de seis horas com o externo. Sempre que possível, ainda, higienize o local com água e sabonete neutro ou sabonete íntimo.

Fonte: Minha Vida

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