Pelo menos 58 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas no pior ataque com armas de fogo das história dos EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou o massacre em Las Vegas de “ato de pura maldade” e afirmou que vai visitar a cidade na próxima quarta-feira (4). Com 58 mortos, o ataque foi o mais letal envolvendo armas de fogo da história dos EUA.

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Trump disse que “tristeza, choque e luto” são os sentimentos dos americanos nesta segunda (2). Ele também afirmou que o incidente vai ser investigado pelo FBI (a polícia federal americana) em conjunto com o Ministério do Interior. Trump, no entanto, não fez nenhuma menção ao terrorismo durante sua fala.

O presidente agradeceu o trabalho das forças da segurança e dos serviços de emergência, destacando que “a rapidez com que atuaram é milagrosa e preveniu que a perda de mais vidas”.

A primeira manifestação do republicano sobre o ataque foi no Twitter. Usando a rede social, ele prestou condolências às vítimas e às famílias “no terrível tiroteio em Las Vegas”. “Deus abençoe vocês”, escreveu.

Trump, que desde a campanha eleitoral de 2016 se alinhou com a postura da Associação Nacional de Rifles (NRA), contrária a um maior controle de armas, não fez nenhuma referência a esse tema, como costuma fazer a oposição democrata sempre que há um ataque em massa.

Esta foi a segunda vez em seu mandato que Trump fez um pronunciamento, na Casa Branca, sobre um massacre nos EUA. O primeiro ocorreu em junho, quando um ataque em Alexandria (Virgínia), nos arredores de Washington, deixou gravemente ferido o congressista republicano Steve Scalise.

Como foi o ataque

O atirador estava em um quarto no 32º andar do Mandalay Bay, um famoso cassino e resort de Las Vegas, de onde fez os disparos e onde foi encontrado morto, ao lado de 10 armas. Ele foi identificado como Stephen Paddock, de 64 anos, americano que vivia em Mesquite, no estado de Nevada.

Mais de 22 mil pessoas participavam do festival de música country na Strip, famosa rua repleta de hotéis e cassinos em Las Vegas. O número de vítimas ainda pode aumentar, segundo um porta-voz da polícia.

A ação foi reivindicada pelo Estado Islâmico. Paddock teria jurado lealdade ao grupo há alguns meses, segundo a Reuters, citando a agência Amaq, que é ligada aos extremistas. No entanto, o FBI não vê ligação de atirador com o terrorismo internacional.

Fonte: G1

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