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Transexual tem nome social rejeitado e alega preconceito em hospital de RR

Atualizado há

Transexual queria que nome social estivesse na ficha de atendimento. Servidor teria agido com preconceito; Governo vai apurar o caso.

Transexual não queria que nome de batismo, fosse usado na ficha de atendimento

A transexual Kely Sabattela, de 40 anos, afirma ter sofrido preconceito durante atendimento no Hospital das Clínicas Cosme e Silva, no bairro Pintolândia, zona Oeste de Boa Vista. Um recepcionista da unidade não teria reconhecido o nome social dela, como determina a lei, no preenchimento do formulário. Ela denunciou o caso ao G1 nesta segunda-feira (11).

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“Fui ao hospital porque estava com pressão alta. Após passar pela triagem, aguardei um pouco e, em seguida, fui chamada pelo nome que está na minha identidade, Osvaldo Alves Sales. Isso nunca aconteceu antes. Foi um soco em mim porque o meu nome social não foi reconhecido como deveria pelo servidor”, lamentou a cabeleireira, informando que o caso aconteceu na quinta-feira (7).

O nome social é a forma pela qual travestis e transexuais escolhem ser chamados e é diferente do nome de registro em cartórios. A lei permite que as pessoas coloquem o nome social em todo o sistema, como, por exemplo, ao preencher formulários, nos crachás e em atos.

Kely contou que sempre usou o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) ao procurar o serviço de saúde pública. Nele consta o nome social, diferente da identidade.

“Eu voltei ao atendente que preencheu minha ficha e pedi que alterasse meu nome que estava na minha identidade para Kely Sabattela. Ele alegou que ia mudar, mas eu tinha de aguardar mais 13 pessoas novamente para ser atendida e fizesse outra ficha. Achei um absurdo isso. E ele [atendente], ficou irritado e não o fez. Me deu outra senha”, relatou.

De acordo com a cabeleireira, ela tentou argumentar com o atendente acerca da lei que garante transexual e travestis serem chamados pelo nome social. Ela teria alegado ainda que no cartão do SUS tem todos os dados de documentos pessoais.

Cartão do SUS tem nome social de Kely Sabattela

“Um policial militar viu que fiquei alterada e tentou amenizar a situação explicando para o recepcionista que eu estava certa e pediu para me acalmar. Há pessoas que não ligam para a nossa lei, não se importam com o nosso nome social. São preconceituosas. Só quero que me reconheçam como Kely”, enfatizou.

Como não houve alteração do nome na ficha de atendimento, Kely foi atendida pelo nome de batismo. “Vou procurar meus direitos. Não podemos aceitar uma situação como esta”, concluiu.

Um decreto assinado pela presidente afastada Dilma Roussef (PT), em abril deste ano, autoriza a população Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) a utilizar o chamado nome social nos órgãos do serviço público federal, como ministérios, universidades federais e empresas estatais.

Nota do governo
A Secretaria Estadual de Saúde informou em nota reconhecer que a utilização do nome social é um direito dos usuários do SUS, ferramenta fundamental na luta pelo respeito à identidade de gênero de travestis e transexuais.

Ainda segundo a nota, a Sesau está ciente da necessidade de avançar nesta questão e irá adotar providências para, com a participação social, definir estratégias para que não apenas o nome social, como todos os direitos da comunidade LGBTT sejam amplamente resguardados em todas as unidades de saúde do estado.

Fonte: G1

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