Segundo ‘The Washington Post’, jornalista James Foley e outros reféns foram vítimas de simulação de afogamento durante sequestro pelo Estado Islâmico.

Pelo menos quatro reféns dos jihadistas do grupo Estado Islâmico na Síria, incluindo o jornalista americano James Foley, teriam sido torturadas pelos radicais com o método de simulação de afogamento, segundo uma reportagem do jornal The Washington Post. Conhecido como “waterboarding”, esse tipo de tortura ganhou notoriedade quando passou a ser usado pela CIA em suspeitos de terrorismo depois dos atentados do 11 de Setembro.

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O jornal não revelou as fontes que passaram a informação e se limitou a afirmar que elas estão bastante familiarizadas com o caso dos reféns, incluindo o de Foley. A simulação de afogamento consiste em imobilizar a vítima deitada, cobrir a cabeça com uma peça de tecido e despejar água sobre o rosto por alguns minutos . A sensação resultante é de sufocamento. O presidente dos EUA, Barack Obama, já admitiu que o “waterboarding” é uma forma de tortura.

“Eles sabiam exatamente como fazer”, disse uma das fontes ao The Washington Post. Os reféns, segundo essa fonte, foram torturados em um esconderijo na cidade de Raqqah, no norte da Síria. Foley foi executado na semana passada. Imagens da sua morte foram divulgadas em um vídeo distribuído pelos terroristas do grupo Estado Islâmico.

O grupo ainda mantém em seu poder outro jornalista americano, Steven J. Sotloff, e já ameaçou que vai executá-lo caso os EUA não cumpram suas exigências, que incluem o fim dos bombardeios contra posições dos terroristas no Iraque. Outros dois americanos e pelo menos sete ocidentais também permanecem em poder dos terroristas, segundo o Washington Post.

Outra fonte ouvida pelo jornal confirmou a tortura. “Eu acredito que ele sofreu bastante abuso físico”. Tanto o FBI quanto a CIA não comentaram oficialmente a reportagem, mas as autoridades americanas ouvidas em condição de anonimato reagiram à notícia.

“O Estado Islâmico é um grupo que rotineiramente crucifica e decapita pessoas”, disse uma autoridade americana ao jornal. “Sugerir alguma relação entre a brutalidade desse grupo e ações passadas dos EUA é ridículo e alimenta a propaganda pervertida deles”.

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Fonte: Veja

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