Reservatório atende quase 10 milhões de moradores em SP. Se não fosse usado “volume morto”, água acabaria na sexta (11).

Em São Paulo, é preocupante a situação do Sistema Cantareira, que atende quase 10 milhões de moradores. O reservatório de água está secando a cada dia.

Foram meses se perguntando quando acabaria a água do Sistema Cantareira. E agora veio a resposta: na sexta-feira (11), se o governo não tivesse começado a bombear a água do volume morto, em 16 de maio.

Naquele dia, o sistema estava com apenas 8,2% da capacidade. Com o uso da reserva, o índice subiu para 26,7%. Mas o sistema continua secando e, na sexta (11), deve chegar a 18,5% da capacidade, equivalente à quantidade captada do “volume morto”.

Ao todo, são 182,5 bilhões de litros que estão sendo bombeados. Mas o “volume morto” ainda conta com mais de 200 bilhões de litros de água que, por enquanto, a Sabesp não pretende usar.

A companhia afirma que não trabalha com a possibilidade de racionamento e que o abastecimento está garantido até março do ano que vem, contando com o período das chuvas.

A esperança é que as chuvas caiam na primavera já que estamos no período mais seco do ano.

Um gráfico do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da Prefeitura de São Paulo mostra a quantidade de chuva durante o inverno. Cada coluna dessas representa um ano e a linha vermelha é a média histórica.

Dá para perceber que, normalmente, os invernos são bem secos, não chove nem até a média e, neste ano, a tendência também é essa. O meteorologista do CGE é questionado sobre a data em que será possível esperar uma mudança nesse quadro.

“A partir de setembro, mais próximo da primavera, quando a umidade começa a aumentar. Nós podemos ter uma mudança, uma mudança gradual da quantidade de chuva e da frequencia das chuvas”, responde Thomaz Garcia, meteorologista do CGE de São Paulo.

O secretário de Saneamento de São Paulo afirma que a economia da população está ajudando e, por isso, está mantido o desconto pra quem reduzir o consumo. Além disso, há outros investimentos em infraestrutura.

“Temos novas obras em andamento para aumentar a capcidade de estações de tratamento dos demais reservatorios que não do Cantareira, tudo no sentido de poupar ao máximo o Cantareira”, diz Mauro Arce, secretário de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo.

É justamente porque outros reservatórios vão “socorrer” o Cantareira que um professor diz que todo mundo precisa diminuir o consumo.

“Eu acho que exige medidas mais conservadoras, mais cautelosas. E essa cautela vai no sentido de esclarecer a população como um todo da gravidade do problema, e é um problema grave, além de ter medidas que ampliem a diminuição do consumo”, aponta Gilson Lamera, professor de Engenharia Ambiental e Urbana da UFABC (Universidade Federal do ABC Paulista).

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Fonte: G1

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