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Residência onde estava paciente com ebola nos EUA passa por limpeza

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Thomas Eric Duncan foi o primeiro paciente a ser diagnosticado nos EUA. Carro estacionado em frente a apartamento foi lacrado por equipe.

Uma empresa privada chegou ao apartamento em Dallas, no Texas, onde estava hospedado Thomas Eric Duncan,primeiro paciente a ser diagnosticado com ebola nos Estados Unidos. O objetivo é descontaminar a residência, onde quatro pessoas da família de Duncan permanecem em quarentena.

Uma equipe da Cleaning Guys, empresa especializada em limpeza de materiais perigosos, chegou por volta das 11h30 (13h30, horário de Brasília) para começar o trabalho que deveria durar cerca de 3 horas, de acordo com autoridades do Condado de Dallas.

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Quatro moradores do apartamento permanecem em quarentena nesta semana, depois de terem tido contato com o paciente. Oficiais do Condado dizem que seria seguro para os pacientes permanecerem no local durante a limpeza. Mais tarde, as mesmas fontes informaram que a família deve ser transferida para outro local em breve.

Lençóis e outros itens usados pelo homem infectado já tinham sido lacrados em sacos plásticos, mas a demora na limpeza do local levou a questionamentos.

Junto com a equipe, três veículos do Resgate e do Corpo de Bombeiros também chegaram no apartamento, por volta do meio dia nesta sexta-feira.

Funcionários do Condado observaram que a equipe de limpeza irá colocar materiais retirados do apartamento em recipientes lacrados e leva-los para um local seguro. Durante os trabalhos de limpeza, a equipe lacrou um carro estacionado em frente ao apartamento.

Duncan, que é o primeiro paciente com ebola a ser diagnosticado nos Estados Unidos, está sendo tratado no Hospital Texas Health Presbyterian e, até esta quinta-feira, permanecia em estado grave.

Descarte de resíduos do ebola
A questão de como os hospitais nos Estados Unidos devem lidar com o descarte de resíduos médicos de pacientes com ebola está sendo discutida, de acordo com o governo americano.

O Departamento de Transporte dos Estados Unidos disse que espera divulgar ainda nesta sexta-feira novas diretrizes sobre a questão, que permitirão que os hospitais no Texas descartem os resíduos médicos infectados por ebola da forma correta.

A maioria dos hospitais norte-americanos não está equipada com incineradores ou grandes esterilizadores, ou autoclaves, que possam acomodar a grande quantidade de lençóis sujos, seringas e vestimenta de proteção contaminadas com o vírus utilizados no tratamento de pacientes com ebola, afirmou o presidente da Sociedade de Doenças Infecciosas do Comitê de Saúde Pública da América.

50 em observação no Texas
As autoridades de saúde dos Estados Unidos afirmaram nesta sexta-feira que após conversas com 100 pessoas que podem ter tido contato com o paciente com ebola no Texas, cerca de 50 estão agora sendo observadas diariamente para os sintomas do vírus mortal.

Dessas 50 pessoas, cerca de 10 são consideradas de alto risco e o restante, de baixo risco, disse David Lakey, comissário do Departamento de Serviços de Saúde do Estado do Texas, em uma coletiva de imprensa.

Beth Bell, diretora do Centro de Controle de Doenças dos EUA, afirmou que colocar as pessoas em observação não implica que o CDC tenha um “alto nível de preocupação” com a maioria dessas pessoas.

Caso suspeito em Washington
Ainda nesta sexta-feira, o hospital da Universidade Howard, em Washington, disse ter internado e isolado, “por excesso de zelo”, um paciente com possíveis sintomas do ebola que viajou recentemente à Nigéria. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) afirma que os surtos na Nigéria e no Senegal parecem ter sido contidos.

A emissora NBC News revelou na quinta-feira que um dos seus cinegrafistas freelancers, Ashoka Mukpo, de 33 anos, contraiu o ebola na Libéria, o quinto norte-americano a ser diagnosticado. O canal disse que ele se colocou em quarentena depois de se sentir mal e descobrir que estava com febre.

O número total de infectados por ebola na África Ocidental subiu para 7.492 pessoas, das quais 3.439 morreram, de acordo com o mais recente balanço feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta sexta-feira.

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Fonte: Reuters

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