Avião apreendido em Belém

Os pilotos presos pela Polícia Federal (PF) no aeroporto de Belém suspeitos de tráfico internacional de drogas foram soltos nesta quinta-feira (8), após um laudo definitivo da carga apreendida dentro da aeronave que partiria para o Suriname. A PF não divulgou o resultado do laudo, nem informou se havia cocaína na caixa apreendida, como afirmou à imprensa, na quarta-feira (7), o delegado José Eloísio dos Santos Neto. A empresa Pegasus, dona do avião, afirma que a polícia brasileira prendeu os pilotos injustamente e negou que houvesse entorpecentes na aeronave.

O caso aconteceu na terça-feira (6), mas divulgado pela Polícia Federal na quarta-feira (7), quando a Receita Federal identificou uma caixa na aeronave que não tinha sido declarada. Ao realizar a abordagem do material, encontrou dentro da caixa vários produtos cosméticos suspeitos, momento em que foi acionou a PF.

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Caixa estava no interior da aeronave.

A Polícia Federal, então, realizou a vistoria da aeronave e a perícia nos cosméticos encontrados. O delegado da PF informou que, após testes preliminares, foi constatada a presença de cocaína. Em seguida prendeu os tripulantes, um da Holanda e outro de Trinidad e Tobago, por tráfico internacional de drogas. Mas nesta quinta-feira, os pilotos foram soltos.

O portal do Governo Federal, onde as matérias da Polícia Federal são publicadas, apagou a notícia da prisão dos pilotos e apreensão da aeronave realizada no aeroporto de Belém. Em entrevista ao LPM News, o empresário surinamês e dono da aeronave, Jerome de Faria, diz que a prisão foi injusta, e que os pilotos ficaram detidos por dois dias, apenas com a roupa do corpo. Ele alega que não havia droga na aeronave.
“Como é que os federais prendem meus dois pilotos apenas por suspeitas? Eles erraram porque não foi encontrado nada de ruim (drogas) dentro da caixa apreendida”, disse Jerome.

Jerome critica a ação da PF e a demora para o esclarecimento das suspeitas de tráfico. “Trancaram nossos pilotos por duas noites para provar que a caixa era apenas uma correspondência com algumas roupas e cosméticos para cabelo. Espero que os federais retifiquem suas primeiras informações”, diz.

O empresário relata que os pilotos e a aeronave apreendida ainda estão em Belém. “Eles passaram duas noites difíceis na prisão. Só quero um retorno seguro para meus meninos e estou muito desapontado sobre como tratados no Brasil”.

Polícia não divulga detalhes do novo laudo pericial

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