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Países e EUA sugerem solução pacífica para conflito entre Venezuela e Guiana

Clima fica cada vez mais quente e perigoso

Atualizado há

ESSEQUIBO – No contexto das crescentes tensões entre Venezuela e Guiana em relação ao território de Essequibo, os líderes do Mercosul se reuniram na cúpula de chefes de Estado do bloco no Rio de Janeiro, buscando uma posição conjunta em relação à crise. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de manter a América do Sul como um “território de paz” e instou o Mercosul a se posicionar diante da crise em seu discurso de abertura na cúpula.

A crise atingiu um novo patamar com a realização de exercícios aéreos militares pelos Estados Unidos no território guianês, no mesmo dia em que a Embaixada dos EUA no Brasil emitiu uma nota expressando apoio a uma “solução pacífica” para a disputa territorial. A nota sugere a possibilidade de recorrer à Corte Internacional de Justiça, que já está analisando o caso a pedido da Guiana. Essa ação dos EUA foi classificada como “provocação” por Caracas.

Diante do cenário tenso, o presidente Lula pediu uma posição do Mercosul, expressando sua preocupação com uma possível escalada do conflito. Reforços militares foram enviados pelo governo federal brasileiro para a fronteira nos últimos dias como medida preventiva.

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Lula propôs que a Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) mediasse as negociações entre Venezuela e Guiana, oferecendo o Brasil como sede para as reuniões entre os países. O presidente brasileiro também instou a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e a comunidade internacional a buscar uma “resolução pacífica da questão”.

A declaração conjunta divulgada ao final do evento pelos Estados Partes do Mercosul expressou apoio ao diálogo, enfatizando a importância de evitar ações unilaterais que possam agravar a situação. No entanto, a Bolívia, cuja adesão ao bloco foi confirmada na cúpula, não assinou o documento.

A imprensa esperava pronunciamentos adicionais dos representantes do Mercosul sobre o tema, mas nenhum comentário foi feito publicamente. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, revelou que o assessor-chefe para assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, se reuniu com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, há 10 dias, mas não forneceu detalhes sobre o encontro.

Em meio à incerteza sobre o desdobramento da crise, a região aguarda o posicionamento contínuo dos líderes sul-americanos e da comunidade internacional, na esperança de que o diálogo prevaleça sobre as tensões e que a América do Sul possa manter sua tradição de ser um “território de paz e cooperação”.

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