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Número de feridos em explosão no Chile sobe para 14

Atualizado há

Algumas das vítimas sofreram amputação de dedos por causa dos estilhaços. Atentado em metrô de Santiago foi classificado como ‘terrorista’ pelo governo.

Subiu para catorze o número de feridos na explosão que atingiu uma estação de metrô de Santiago, no Chile, na tarde de segunda-feira. A revisão nos dados foi feita pelo ministério do Interior do país. Sete das vítimas sofreram danos auditivos causados pelo estrondo. Outras quatro sofreram fraturas ou amputação de dedos por causa dos estilhaços do artefato explosivo. Nenhum dos feridos corre risco de vida.

Em uma ação qualificada pelo governo chileno como “ato terrorista”, uma bomba caseira explodiu na hora do almoço na área de alimentação da estação de metrô Escuela Militar, local por onde circulam diariamente 150.000 pessoas. “Este é um dos atos mais covardes que vimos, porque tinha como objetivo machucar as pessoas, provocar temor, e até a morte de inocentes”, declarou a presidente Michelle Bachelet, que suspendeu sua agenda após o atentado. “O que aconteceu é horrível, um ato abominável, mas o Chile é e continuará sendo um país seguro”, enfatizou a governante, depois de visitar alguns dos feridos.

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O governo chileno prometeu punir os responsáveis pelo atentado. Bachelet convocou as autoridades policiais e os ministros da Justiça e do Interior para montar uma estratégia de segurança contra a ameaça. A presidente afirmou que o governo aplicará a lei antiterrorista com todo o rigor e anunciou que no final deste mês enviará ao parlamento um projeto legislativo para garantir a efetividade da norma.

Bombas – Segundo as primeiras informações citadas pela imprensa, o artefato que explodiu na estação de metrô foi feito com um extintor e um dispositivo de relojoaria e colocado dentro de uma lata de lixo. Neste ano, Santiago registrou trinta ataques com bombas caseiras que explodiram nas proximidades de delegacias, edifícios públicos e agências bancárias sem deixar feridos. Embora em alguns casos os autores fossem criminosos que pretendiam roubar os caixas automáticos, em outros, as explosões foram reivindicadas por grupos autodenominados anarquistas.

Um incidente semelhante aconteceu na noite de 13 de julho do ano passado, quando um artefato explodiu dentro de um vagão de metrô próximo à estação Los Dominicanos, também em Santiago. A explosão não deixou feridos graves e provocou apenas danos estruturais. Segundo o jornal El País, muitos atentados no Chile têm sido atribuídos a grupos radicais que protestam ‘contra o sistema’. Só este ano, houve pelo menos 26 pequenos ataques, sem muita gravidade. De acordo com estatísticas da polícia, dos 198 artefatos instalados desde 2005, 133 vieram a explodir e a única vítima fatal foi justamente o autor de um dos atentados. Até o momento, a Justiça chilena já prendeu e condenou duas pessoas relacionadas aos ataques.

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Fonte: EFE

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