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Neste mercado, o cliente paga quanto quiser — se quiser

Atualizado há

O Reino Unido inaugurou recentemente o primeiro mercado do país onde o cliente paga quanto quiser e como quiser. Achou inusitado? Pois essa é a intenção. Lá, vale tudo contra o desperdício.

Localizado em Pudsay, perto da cidade de Leeds, o estabelecimento só comercializa alimentos que seriam descartados por estarem perto da data de validade ou por terem pequenos defeitos, como uma embalagem amassada e formatos incomuns, no caso dos vegetais, que fogem ao padrão estético comercial e são rejeitados pelos mercados convencionais.

Mas que absurdo comer alimento fora da validade! você deve estar pensando. Calma. A proposta tem fundamento. Um número crescente de estudos científicosna Europa e nos EUA tem mostrado que a indicação da data de validade confunde o consumidor e induz ao desperdício de uma variedade de alimentos que ainda são perfeitamente comestíveis, ainda que “vencidos”.

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No supermercado britânico (que ainda não tem um nome oficial) é possível encontrar de tudo — pães, massas, sucos, molhos de tomate, frutas, legumes e até mesmo guloseimas, tudo absolutamente seguro para consumo, garantem seus criadores, um grupo de ativistas do Projeto Real Junk Food.

Essa galera não inventou o projeto do nada. Eles estão à frente de uma série de cafés “pague quanto vale” espalhados pelo Reino Unido, que também fazem parte do esforço contra o desperdício de alimentos.

Tanto no mercado quanto nos cafés, o cliente paga o que quiser (e puder) e na forma que desejar. Se não tiver dinheiro, vale compensar com “tempo, energia e habilidades”.

Por se tratar de uma investida social e voluntária, os projetos sempre precisam de ajuda e “mão de obra” para transportar os alimentos, fazer pesagem e classificação, arrumar as prateleiras, participar da limpeza, entre outras atividades.

O projeto é voltado ao público geral, sem distinção de renda, mas sem dúvida vai ajudar, em muito, os consumidores de baixa-renda e aqueles que estão com o orçamento apertado. As doações de alimentos vêm de todas as partes: pequenos comércios, bancos de alimento, agências de eventos gastronômicos e até de gente comum que simplesmente quer fazer alguma contribuição.

Fonte:Exame

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