Porta-voz do Ministério do Interior anunciou que mais de 6.800 pessoas morreram em decorrência do terremoto que devastou o país asiático.

Passada uma semana do terremoto que devastou o Nepal, o governo do país já não tem esperanças de encontrar mais sobreviventes da tragédia. Neste sábado, o número oficial de mortos ultrapassou 6.800. O tremor de 7,8 graus de magnitude devastou a capital Katmandu e vilarejos próximo. “Uma semana passou desde o desastre. Estamos fazendo todo o possível em termos de salvamento e assistência, mas já não acredito na possibilidade de encontrar sobreviventes sob os escombros”, afirmou o porta-voz do Ministério do Interior, Laxmi Prasad Dhakal.

O representante do governo nepalês também informou que subiu a quantidade de mortos e feridos em decorrência do terremoto – 6.841 e 14.087, respectivamente. O total pode aumentar com a continuidade dos trabalhos das equipes de resgate, que começam a chegar às zonas mais isoladas do país. O tremor também causou a morte de cerca de cem pessoas na Índia e na China.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) fez um apelo para que a operação de socorro às vítimas seja rápida para evitar a proliferação de doenças infecciosas entre o 1,7 milhão de pessoas que vivem nas áreas mais afetadas do terremoto. O instituto teme que o início da temporada de chuvas no país aumente a probabilidade de epidemias. “Os hospitais estão lotados, a água começa a faltar, muitos corpos continuam sepultados sob os escombros e as pessoas continuam dormindo nas ruas. É uma situação perfeita para a proliferação de doenças”, alertou Rownad Khan, funcionário da Unicef.

Abandonados – Em várias regiões do país, sobretudo em Rasuwa e Sindhupalchowk, os vilarejos foram quase completamente destruídos. Sobreviventes estão à espera de alimentos e transporte para um lugar seguro. “Uma das equipes que retornou de Shautara, no distrito de Sindupalchowk, uma região montanhosa ao nordeste de Katmandu, informou que 90% das casas foram destruídas”, afirmou o diretor regional da Federação Internacional de Sociedade da Cruz Vermelha (FISCR).

Sobreviventes desses locais relatam a dificuldade de chegar ajuda para eles e se dizem abandonados. “Praticamente todas as casas do meu vilarejo foram destruídas e morreram 20 pessoas. Perdemos todo o gado. Ninguém veio nos ajudar. Os caminhões e os carros passam sem parar. O que vamos fazer?”, afirmou o professor de inglês Kumar Ghorasainee, em meio às ruínas de Melamchi. Também morador do vilarejo, o agricultor Shalik Ram Ghorasainee afirmou que vê helicópteros e aviões passando, “mas ninguém para”. “Falam de ajuda no exterior e nós esperamos. Mas, de fato, ninguém veio até aqui. Somos ignorados”, completou.

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Fonte: Veja

 

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