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“Não chego nem à metade do mês”, diz cabeça da manifestação no Suriname

"Saí mais cedo do trabalho para me unir ao protesto. Não chego nem à metade do mês, tenho três crianças para alimentar e dois empregos. Todos os dias os preços sobem", disse à AFP Agnes, que não quis ter o sobrenome divulgado. 

Atualizado há

“Não chego nem à metade do mês” A manifestação foi convocada pelo ativista político Stephano “Pakittow” Biervliet. Os sindicatos não haviam feito chamados oficiais para a mobilização, mas ela coincidiu com uma greve que havia sido convocada para quinta e sexta-feira.

“Saí mais cedo do trabalho para me unir ao protesto. Não chego nem à metade do mês, tenho três crianças para alimentar e dois empregos. Todos os dias os preços sobem”, disse à AFP Agnes, que não quis ter o sobrenome divulgado.

“Não consigo mais pagar a gasolina para ir trabalhar e levar meus filhos à escola”, reclamou Alfred, outro manifestante, que também não quis divulgar seu sobrenome. O Suriname, pequeno país do nordeste da América do Sul (600.000 habitantes), está mergulhado em uma grave crise econômica e encerrou o ano passado com uma inflação de 54,6%, segundo seu Banco Central. A ex-colônia holandesa aguarda com impaciência a exploração de suas reservas de petróleo, que devem ser significativas.

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O governo insiste em que deve reduzir gastos como parte do programa de restruturação econômica com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e implementou reformas fiscais que incluem o fim dos subsídios à eletricidade, água e gasolina, bem como um novo imposto sobre o comércio.

Essas políticas têm sido alvo de fortes críticas da oposição e dos sindicatos. O Suriname firmou um acordo de 690 milhões de dólares (R$ 3,6 bilhões) com o FMI, mas os recursos acabaram sendo congelados pelo não cumprimento das condições exigidas.

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