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Mulher de Cunha gastou R$ 166 mil em lojas de grife com dinheiro de propina, diz denúncia

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Investigação aponta que ela também se beneficiou de valores desviados da Petrobras.

Em pouco mais de um ano, de posse de um cartão de crédito vinculado à conta Köpek, na Suíça, a mulher do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a dona de casa Cláudia Cruz, gastou US$ 44 mil, o equivalente a R$ 166 mil, em lojas de grife em Paris, Roma, Lisboa e Dubai.

Os gastos de Cláudia constam da denúncia enviada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF (Supremo Tribunal Federal) na última quinta-feira (3) e recebida pelo tribunal no mesmo dia.

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O total nas despesas do cartão da conta Köpek, o Corner Card, feitos por Cláudia Cruz, mulher de Cunha, e Danielle Dytz da Cunha Doctorovich, filha de Cunha, totalizam US$ 156.275,49, equivalente a R$ 626.664,71, segundo o Ministério Público Federal em cotação de dólar a R$ 4.

De acordo com o texto, os valores gastos por Cláudia Cruz da conta suíça são parte da propina superior a US$ 5 milhões (equivalentes a R$ 18,85 milhões) que o presidente da Câmara dos Deputados teria recebido por viabilizar a aquisição pela Petrobras de um campo de petróleo em Benin, na África.

Os gastos de Cláudia, ex-jornalista, mostram o seu apreço pelo luxo. Os endereços escolhidos para as compras com o cartão de crédito da Köpek são as grifes mais caras e luxuosas do mundo: Chanel, Prada, Balenciaga, Louis Vuitton, Christian Dior, Hermès e Charvet Place Vendôme. Todas nos endereços mais valorizados de Paris, Roma, Lisboa e Dubai, como a Place Vendôme, na capital francesa.

De acordo com o procurador Rodrigo Janot, as despesas são incompatíveis com a renda declarada à Receita Federal do Brasil tanto por Cláudia, atualmente dona de casa, como por seu marido, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

No dia 9 de janeiro de 2014, Cláudia Cruz fez a maior compra em uma única loja descrita na denúncia: gastou quase R$ 30 mil (R$ 29.056,78, ou exatos US$ 7.707,37) na Chanel de Paris.

Dois dias depois, em 11 de janeiro, a mulher de Cunha foi novamente às compras e desembolsou um total de R$ 36.857,27 num único dia em três lojas de luxo, sendo R$ 9.975,60 (US$ 2.646,05) na Christian Dior, também em Paris, R$ 15.777,22 (US$ 4.184,94) na Charvet Place Vendôme e R$ 11.104,45 (US$ 2.945,48) na Balenciaga.

Em março de 2014, em Roma, o endereço de compras da mulher de Cunha foi a Prada, onde ela gastou R$ 16.957 (US$ 4.497, 93) no dia 2.

 Uma semana depois, já em Lisboa, Cláudia comprou R$ 13.332 (US$ 3.536,39) na Louis Vuitton.

Em Dubai, no mês seguinte, em 12 de abril, os gastos foram novamente na Chanel, no valor de R$ 14.322 (US$ 3.799).

No ano seguinte, de volta a Paris, Cláudia Cruz gastou R$ 55 mil  em fevereiro de 2015, em menos de uma semana, um total de US$ 14.714 em seis compras em cinco grifes (Louis Vuitton, Chanel, Charvet Place Vendôme, Hermès e Balenciaga –sendo que esteve na Chanel em dois dias diferentes).

Os valores em reais dessa reportagem foram convertidos do original em dólar, no câmbio de hoje, com dólar a R$ 3,77. Exceto conversões feitas pelo MPF na denúncia, com dólar a R$ 4, explicitados anteriormente.

Denúncia

De acordo com a denúncia, entre 4 de agosto de 2014 a 30 de junho de 2015, Eduardo Cunha “dissimulou a propriedade de US$ 165 mil, valores provenientes de corrupção, com a transferência de parte dos valores espúrios” para de uma conta suíça chamada Netherton, que também seria da Cunha, para a conta Köpek, em Genebra, de responsabilidade de Cláudia Cruz, que movimentou os valores.

Para o PGR, Cunha manteve esses valores ocultos na conta Köpek até o seu bloqueio pelas autoridades suíças, em 30 de juho de 2015.

Segundo Janot, os valores ilícitos provenientes de propina da Petrobras e transferidos para a Köpek foram utilizados para pagar despesas pessoais de cartão de crédito de Cláudia Cruz, mulher de Cunha, e da filha de Cunha, Danielle Dytz da Cunha Doctorovich.

O deputado Eduardo Cunha nega ter recebido propina no esquema de corrupção da Petrobras.

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Fonte: R7

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