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Mulher de 25 anos é detida por suspeita de terrorismo

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A Polícia Metropolitana de Londres não divulgou a identidade da mulher. Agentes continuam as buscas no condado de Bedford, ao norte de Londres.

Uma jovem de 25 anos foi presa nesta quarta-feira no centro da Inglaterra por suspeita de ter envolvimento em ações terroristas relacionadas com o conflito na Síria, informou a Polícia Metropolitana de Londres – também conhecida como Scotland Yard. A mulher, que não teve sua identidade divulgada, foi detida no condado de Bedford, a cerca de 70 quilômetros ao norte da capital britânica, e levada para uma delegacia do centro da capital britânica para ser interrogada, acrescentou o comunicado. Além disso, os agentes policiais estão fazendo buscas em duas residências de Bedford para encontrar evidências relacionadas com a investigação.

A polícia informou que irá apreender e fazer uma perícia em computadores e celulares apreendidos. Nos últimos meses, o governo informou sobre o aumento do número de jovens muçulmanos britânicos que viajaram à Síria para se juntar às ações dos jihadistas do Estado Islâmico (EI). O governo de David Cameron – assim como a União Europeia e os Estados Unidos – estudam medidas para combater essas atividades, como o confisco do passaporte dos jihadistas em seu retorno à Grã-Bretanha e a perda da nacionalidade britânica no caso daqueles que têm dupla cidadania. Atualmente, o EI mantém sob custódia o jornalista britânico John Cantlie, sequestrado na Síria em 2012. A organização terrorista também foi responsável por executar, de forma brutal, os britânicos Alan Henning e David Haines e os jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff.

Os jihadistas ocidentais são hoje uma das maiores preocupações dos EUA e da Europa em relação à segurança. Muitos viajam ao Oriente Médio como turistas e lá engrossam as fileiras do terror. Por eles terem passaportes legais, passam com facilidade pelos controles imigratórios em aeroportos. Uma vez em território americano ou europeu, os jovens poderiam formar células terroristas e planejar atentados dentro de países ocidentais.

No final de junho, o EI proclamou um califado em parte do território do Iraque e da Síria sob seu controle. Entre suas tropas lutam cerca de 12.000 combatentes estrangeiros, apontam especialistas. A maioria dos jihadistas estrangeiros que foram para a Síria e Iraque nestes três anos e meio de conflito são oriundos, principalmente, da Tunísia, Arábia Saudita e Marrocos, mas também de países ocidentais como Grã-Bretanha, Estados Unidos, Bélgica, Austrália e França e outros.

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Fonte: Veja

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