A morte de 9 dos 13 bebês infectados no Hospital Acadêmico de Paramaribo (AZP) em um período relativamente curto foi o motivo para o Ministério da Saúde realizar uma investigação. 

Através do Instituto Nacional de Informação (NII), neste sábado (27) foi divulgado o conteúdo da conferência de imprensa, onde o ministro da Saúde forneceu informações atualizadas sobre a investigação que interditou a ala de cuidados intensivos para bebês do hospital AZP.

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Após a pesquisa técnica liderada pela equipe multidisciplinar do AZP, com o apoio de especialistas técnicos da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), pode-se concluir que seis prematuros, devido a uma infecção pela bactéria “Serratia Marcescens”, provocou a morte dos bebês. “No total, seis dos treze bebês, apresentaram a bactéria na corrente sanguínea. Os outros três bebês que morreram, não apresentaram resultado positivo para a bactéria no sangue”, informou o ministro da saúde, Patrick Pengel.

O ministro da saúde do Suriname disse ainda que não há nenhuma outra fonte de infecção confirmada após as pesquisas, mas por precaução, várias medidas foram tomadas para que não ocorram novas infecções por bactérias nem outras mortes de bebês.

Na investigação realizada no Hospital Acadêmico de Paramaribo (AZP) todos os protocolos de cuidados, procedimentos de prevenção e controle de infecção (IPC) e padrões de higiene foram avaliados. Após o trabalho de limpeza e aplicação dos protocolos de cuidados, não foram registradas novas infecções e nem ocorreram novas mortes e o setor de cuidados intensivos para bebês foi declarado seguro para novas internações na semana passada. “Os especialistas da OPAS finalizarão seus trabalhos e o relatório final será entregue dentro de um curto prazo, após o qual o Ministério da Saúde implementará as recomendações”, finalizou o ministro Pengel.

Foto: NII

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