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Milhares protestam por estudantes desaparecidos no México

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Manifestantes tomaram as ruas de Acapulco nesta sexta-feira (17). Jovens estão sumidos desde o último dia 26 de setembro.

Milhares de manifestantes fizeram um protesto nesta sexta-feira (17) em Acapulco, no sul do México, para exigir das autoridades o paradeiro de 43 estudantes desaparecidos há três semanas.

“Vivos foram levados, vivos os queremos”, gritavam estudantes, professores e camponeses durante a passeata de quatro horas por Acapulco, sob os olhares dos turistas.

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Os manifestantes também exigiram a renúncia do governador Ángel Aguirre, de Guerrero, um estado abalado pela crescente violência.

A passeata transcorreu pacificamente, mas em um clima raivoso pelo desaparecimento dos 43 estudantes, no dia 26 de setembro, após uma operação policial na cidade de Iguala (Guerrero) com a participação de pistoleiros do cartel local do narcotráfico.

“Estamos indignados porque este não é um fato isolado. Somos pais e vemos as coisas muito feias neste país e queremos lutar”, disse à AFP Magdalena Catalán, uma professora de 34 anos.

Ao menos mil policiais seguem a procura – por terra, água e ar – dos estudantes desaparecidos, a maioria com entre 18 e 21 anos. “Queremos que as autoridades deixem de enganar, eles já sabem se estão vivos ou mortos”, exigiu o professor Jesús González.

Familiares dos alunos desaparecidos participaram da passeata, que os faz sentir “que não estão sós”.

O governador de Guerrero, Ángel Aguirre, pediu calma aos manifestantes para não afetar a rotina da região.

O presidente Enrique Peña Nieto também pediu um tempo para esclarecer o caso, mas a pressão aumenta tanto por parte da comunidade internacional como da população mexicana.

Prisão
A promotoria mexicana anunciou nesta sexta a detenção do chefe da cartel das drogas Guerreiros Unidos, cujos pistoleiros teriam atuado ao lado dos policiais na operação contra os estudantes desaparecidos.

“Foi capturado Sidronio Casarrubias Salgado, máximo líder deste grupo criminoso, em companhia de um de seus mais próximos colaboradores”, informou Tomás Zerón, diretor da Agência de Investigação Criminal da promotoria.

Desaparecimentos
No dia 26 de setembro, alunos da Universidade Rural para Normalistas de Ayotzinaga protestavam em Iguala contra a discriminação que garantem sofrer por parte do governo de Guerrero na distribuição de vagas nas escolas urbanas quando foram reprimidos com violência.

De acordo com testemunhas, homens armados vestidos de preto e encapuzados participaram das agressões. Eles estavam em caminhonetes de cor escura e seriam membros do crime organizado.

Iguala fica no nordeste de Guerrero, um dos estados mais pobres do México e que está entre as cinco regiões com o maior índice de homicídios e sequestros das 32 do país.

Os investigadores suspeitam que os alunos tenham sido assassinados e enterrados em algumas das muitas valas clandestinas existentes nos morros de Iguala, onde grupos criminosos se livram de suas vítimas.

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Fonte: G1

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