No novo longa da série ‘Cities of Love’, Marcelo Serrado vive um affair com o ator australiano Ryan Kwanten, do seriado ‘True Blood’.

Parece que Marcelo Serrado não quer mais papeis homossexuais em sua carreira. Durante a coletiva do filme ‘Rio, Eu Te Amo’ , realizada nessa segunda-feira, 8 de setembro, no Rio de Janeiro, o ator de 47 anos, que recentemente esteve no ar com o seriado policial da TV Globo ‘O Caçador’, revelou que não pretende voltar a interpretar um personagem gay no futuro.

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Depois de ter ficado marcado por ter encarnado o mordomo gay Crodoaldo Valério na novela global ‘Fina Estampa’ (2011), personagem que fez tanto sucesso que ganhou um filme solo em 2013, ‘Crô – O Filme’, Marcelo deixou claro que pretende investir em outros tipos de papeis para trabalhos futuros.

‘Eu estou me especializando em gay, né? Mas eu vou passar o bastão para o Márcio Garcia (que também estava na coletiva)’, brincou Marcelo. Foi muito divertido, mas esse foi o último personagem gay da minha carreira’, completou o ator, que participa junto com o ator australiano Ryan Kwanten do segmento ‘Eu, Te Amo’, de Stephan Elliott.

Enquanto isso, Roberta Rodrigues falou sobre o fato de interpretar uma vampira do morro no segmento ‘Vidigal’, do diretor coerano Sang-soo Im. ‘Eu achei um privilégio de verdade. Até porque aqui no Brasil a gente não costuma usar essa coisa vampiresca em um filme, e foi uma surpresa. E eu gostei porque você acaba entendendo a história como se fosse uma libertação para ela (sua personagem). Eu achei maravilhoso e até hoje eu tenho os meus dentes guardados. Estou guardando eles para usar em uma festa’, brincou a atriz.

Polêmica com o Cristo Redentor
Questionado sobre o imbróglio que envolveu, em julho, a Arquediocese do Rio e o segmento dirigido por José Padilha e protagonizado por Wagner Moura, ‘Inútil Paisagem’, o produtor Pedro Buarque explicou que tudo foi um grande mal entendido. Na época, a entidade religiosa queria proibir a utilização da imagem do Cristo Redentor no longa por ter considerado ofensivo o fato do personagem de Moura dirigir uma ‘banana’ (o gesto com as duas mãos cruzadas) para a imagem durante um voo de asa delta. Mas no final das contas, a Arquidiocese do Rio permitiu que o segmento de Padilha fosse incluído em ‘Rio, Eu Te Amo’.

‘A gente nunca imaginou que esse problema poderia acontecer. O filme do Zé (José Padilha) tinha uma liberdade e um roteiro que era um pouco maior. Nós nunca pensamos que a Igreja poderia se posicionar contra até porque não se trata de um filme religioso. A gente nunca imaginou que eles fossem tomar aquela postura e graças a Deus eles pensaram melhor e viram que o que eles afirmavam não fazia sentido nenhum e voltaram atrás’, disse o produtor Pedro Buarque.

Presente no segmento ‘Texas’, Laura Neiva falou sobre a sua relação com o diretor mexicano Guillermo Arriaga e o colega de trabalho Land Vieira, que também estavam presentes na coletiva. ‘O Guillermo (Arriaga) fazia perguntas para a gente (Laura e Land Vieira, seu par romântico), queria saber o que a gente achava dos personagens, da história. Eu confiei muito nele. Como a minha personagem estava o tempo todo na cadeira de rodas, eu precisava confiar nele para qualquer movimento em falso’, disse Laura.

Enquanto isso, o comediante e ator Eduardo Sterblitch contou sobre a experiência de contracenar com Fernanda Montenegro no segmento ‘Dona Fulana’, de Andrucha Waddington. ‘Para mim não era só a Fernanda (Montenegro), eu estava ali ao lado de outros grandes nomes da nossa profissão também. A minha intenção era só passar a bola certa. E então a Fernanda ia para marcar o gol, assim como todos os outros. Para mim foi um orgulho muito grande’, falou Eduardo. Interpretando um taxista em ‘Rio, Eu Te Amo’, Michel Melmed explicou que o personagem de certa forma é representativo para a cultura carioca.

‘O taxista representa diversas coisas maravilhosas da personalidade do carioca. Como a capacidade de se misturar, que é uma das coisas mais visíveis quando você chega ao Rio de Janeiro. Você puxa um papo e em três minutos a pessoa está te contando a vida dela inteira e você a sua’, definiu Michel. Também na coletiva, Bruna Linsmeyer contou como foi dividir cena com Rodrigo Santoro no segmento dirigido por Carlos Saldanha, ‘Pas de Deux’, em que os atores encarnam uma dupla de bailarinos.

‘O Rodrigo (Santoro) é cara muito sério, muito profissional. Logo no início ele virou para mim e falou, ‘A gente tem que ensaiar’. E eu amo isso. Duas semanas antes das filmagens a gente passou todos os dias ensaiando. Foi super bonito e eu acho que o Rodrigo se tornou um grande parceiro’, disse Bruna. Já Débora Nascimento, que faz parte do segmento ‘A Musa’, dirigido por Fernando Meirelles, ‘Independente de ser musa do Fernando (Meirelles), fazer parte do ‘Rio, Eu Te Amo’ foi sensacional. Com relação ao fato da musa, meu marido me lembra todos os dias então é algo que eu realmente acredito’, brincou a atriz.

A coletiva de imprensa contou ainda com a libanesa Nadine Labaki, que dirigiu e estrelou o segmento ‘Milagre’ ao lado de Harvey Keitel e de Cauã Antunes, de apenas seis anos, que também esteve presente no evento, mas, envergonhado, não quis responder aos jornalistas. ‘Rio, Eu Te Amo’ estreia nos cinemas brasileiros em 11 de setembro.

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Fonte: MSN

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