Segundo a polícia, menino já tinha marcas de agressões anteriores à data da morte

A mãe que agrediu até a morte o filho de cinco anos não demonstrou nenhum arrependimento, segundo o delegado que investiga o caso, Djalma Donizete Batista. Jane Aparecida Jardim, de 27 anos, disse à polícia que bateu no menino como forma de corrigi-lo.

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— Ela fala isso, mas as lesões nessa criança indicam o contrário. São lesões graves. Foi um ferimento na cabeça que causou a morte, possivelmente decorrente de um empurrão. […] Durante todo o depoimento, ela falava em desculpas, mas eu não vi uma lágrima

O caso aconteceu na semana passada, em Cristais Paulistas, interior do Estado.  A família morava em uma casa na zona rural da cidade. Após as agressões, a mãe percebeu que o filho não esboçava reação e o levou a um posto de saúde. Lá, os médicos constataram que o quadro de saúde dele era grave e a criança foi levada para a Santa Casa de Franca. A polícia foi chamada e Jane acabou presa.

Batista aguarda o laudo do IML (Instituto Médico Legal) para decidir se indicia a mãe por outro crime, além do homicídio qualificado. Isso porque o corpo do menino tinha marcas de agressões anteriores, que segundo o delegado podem caracterizar o crime de tortura.

Jane (foto) está presa na Penitenciária de Tremembé. Ela teve que ser transferida no fim de semana após receber ameaças. A polícia vai investigar também se o outro filho dela, de 11 anos, sofria agressões , a mãe admitiu que agrediu o filho porque ele “fez cocô na cama”. Mas nega que tenha batido de forma brutal no menino.

Adriano teve traumatismo craniano e outras lesões. No fim de semana, os médicos confirmaram a morte cerebral dele, na Santa Casa de Franca. Na casa da família, policiais apreenderam uma vassoura e um cinto, usados nas agressões.

O pai  preferiu não falar sobre o caso. A família optou por doar os órgãos de Adriano. O outro filho foi para a casa dele, em Campinas.

Fonte: R7

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