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Líderes anunciam trégua na Ucrânia a partir de domingo

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Líderes de Rússia, Ucrânia, Alemanha e França passaram quase 16 horas reunidos em Minsk negociando um acordo. Reunião teve momentos de tensão.

Os líderes de Rússia, Ucrânia, Alemanha e França anunciaram nesta quinta-feira um cessar-fogo no leste ucraniano a partir deste domingo. O anúncio foi feito em Minsk, na Bielorrússia, após uma maratona de quase 16 horas de negociações. “Nós conseguimos fazer um acordo sobre as questões principais”, disse Putin. Além do presidente russo, participaram das negociações a chanceler alemã Angela Merkel e os presidentes da França, François Hollande; e da Ucrânia, Petro Poroshenko. As negociações “consistiram em uma noite longa e uma manhã exaustiva, mas chegamos a um acordo”, disse Hollande. “É um alívio para a Europa”, completou.

O acordo de cessar-fogo inclui a suspensão dos combates a partir da meia-noite do dia 15 de fevereiro, retirada de armamentos pesados da região, retirada das tropas estrangeiras que estão ilegalmente no país, desarmamento das milícias civis, libertação de prisioneiros, anistia para os combatentes, reforma constitucional até o final de 2015 para ampliar a autonomia das regiões de Donetsk e Lugansk, e autonomia para Kiev controlar a fronteira entre Ucrânia e Rússia. De acordo com a rede BBC, o presidente ucraniano considerou “inaceitáveis” algumas das condições pedidas por Moscou para assinar o acordo de paz. Poroshenko, no entanto, não detalhou quais seriam essas condições.

Também nesta quinta, os rebeldes separatistas pró-Rússia afirmaram que se recusam a assinar um acordo de cessar-fogo a menos que Kiev concorde em retirar as tropas da cidade de Debaltseve. Forças pró-Rússia no leste da Ucrânia aumentaram a pressão sobre Kiev lançando uns dos piores ataques da guerra perto da linha férrea da cidade de Debaltseve, no leste do país.

Tensão – Putin, Poroshenko, Hollande e Merkel ficaram reunidos em uma sala com imponentes colunas de mármore ao longo de 16 horas, somente com alguns intervalos para eles tomarem água e conversarem com assessores. Boa parte das conversas foi em russo, já que além de Putin e Poroshenko, a língua também é falada por Angela Merkel. A chanceler alemã cresceu e estudou na ex-Alemanha Oriental comunista, que era fortemente influenciada por Moscou e adotava o russo como uma disciplina obrigatória em suas escolas.

No início do encontro, Putin e Poroshenko, com o semblante muito sério, apertaram as mãos nos corredores do imenso palácio presidencial de Belarus, rodeados por Merkel e Hollande. Posteriormente, uma jornalista da agência France-Presse presenciou, através de uma porta entreaberta, uma acalorada discussão entre os presidentes russo e ucraniano. Os dois estavam de pé e Poroshenko chegou, inclusive, a deixar a sala, embora depois tenha voltado.

Nas zonas de combate terreno, pelo menos 49 pessoas, civis e militares, morreram entre a terça e a quarta-feira no leste da Ucrânia. Seis civis morreram em Donetsk, reduto dos separatistas, em um ataque contra um ponto de ônibus e uma metalúrgica. O exército ucraniano anunciou ter perdido pelo menos dezenove soldados nas últimas 24 horas. A guerra civil na Ucrânia, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), já matou mais de 5.000 pessoas, entre civis e combatentes, desde meados de abril de 2014. Os conflitos também provocaram, além disso, o êxodo de centenas de milhares de refugiados.

O governo da Ucrânia, então controlado pelo presidente Viktor Yanukovich, se recusa a assinar um acordo de associação com a União Europeia, preferindo se aproximar da Rússia de Vladimir Putin. A maioria da população da Ucrânia reage mal aos planos do presidente.

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Fonte: Veja

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