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Líder de audiência, Fátima Bernardes conquistou o marido com um sorriso torto

Atualizado há

Carreira de sucesso a levou ao posto de mulher mais bem paga da TV.

RIO – Ninguém nunca percebeu, mas Fátima Bernardes sorria um tiquinho torto. E foi exatamente isso que conquistou seu marido,William Bonner, há mais de 25 anos. Ela conta que eles só se viam uma vez por mês, nos plantões de fim de semana. Depois, começaram a dividir a bancada do “Jornal da Globo”, em 1989. Num bate-papo, Fátima comentou com Bonner que estava fazendo fono para corrigir o lado do lábio que insistia em ficar um pouco mais alto que o outro. Bastou para acender a faísca que nunca mais separou os dois.

— Ele dizia que já tinha me notado, quando ainda trabalhava em São Paulo e me via nas matérias. Na época, eu ainda era casada (o primeiro casamento, com um engenheiro carioca, durou menos de um ano). Mais tarde, acabamos trabalhando juntos, e ele se lembra de que eu falei “Descobri que eu sorrio torto. Eu sorrio mais de um lado que para o outro”. O William disse que achava meu sorriso ótimo, lindo de morrer. Naquele momento, parece que deu um clique. Mas eu não estava nem aí — conta Fátima, que também tem uma marquinha de catapora do lado do nariz.

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O sorriso largo (com um quê infantil) e inconfundível não conquistou de vez só Bonner. Há 27 anos, desde que Fátima surgiu na TV, ele tem sido sua principal arma. Desperta simpatia e confiança de pessoas de todas as classes sociais. Hoje, a apresentadora do “Encontro com Fátima Bernardes”, que trocou o jornalismo pelo entretenimento em 25 de junho de 2012, lidera o Ibope na sua faixa de horário, apesar de não ter sido assim logo na estreia — quando chegou a perder para o Bozo. Na quinta-feira, dia de Natal, Fátima Bernardes completa exatos dois anos e meio no ar. São quase 700 programas. A coragem para a mudança?

— Eu tenho mais medo de me acomodar do que a coragem para mudar. O mudar acaba sendo uma consequência. Por 14 anos, enquanto eu estava no “Jornal Nacional”, tive um horário, uma rotina com meus filhos, o que não tinha quando apresentava e fazia reportagens para o “Fantástico”. Então, estava lá no “JN”, bem, avançando. Foi quando percebi que as crianças estavam crescendo e me perguntei o que eu queria para meu futuro, e não para o deles. Pensei: “Acho que vou ter que fazer uma mudança, porque tenho medo de daqui a um tempo me arrepender de ficar aqui fazendo aquilo que já faço há mais de uma década. Meus últimos quatro anos foram de muita reflexão”.

Tanta coragem (ou medo…) deu certo. A carreira de sucesso como jornalista a levou ao posto de mulher mais bem paga da TV brasileira. Especula-se que, entre merchandising e salário, Fátima receba cerca de R$ 1,5 milhão por mês. Não é só. Em fevereiro, estreou como garota-propaganda da Seara. O contrato seria de R$ 4 milhões, segundo já foi divulgado pela imprensa. Dinheiro é um tema que ela detesta, sem disfarçar.

— Todos os valores são muito exagerados. Estão todos equivocados. Gente do céu, de onde as pessoas tiram isso? — questiona.

Durante este ensaio, Fátima riu, brincou, fez piada junto com a equipe. Ela chegou de carro blindado e com motorista, direto do Projac, carregando no antebraço uma bolsa estampada com a imagem de Audrey Hepburn. Topou de cara todas as sugestões de roupa, cabelo e maquiagem.

A simpatia é mesmo seu traço mais evidente. Em pouco tempo, faz quem está em volta se sentir à vontade. Mas a ansiedade, Fátima mesmo entrega, é um dos seus maiores defeitos.

— O que depende de mim, eu enfrento. Sou ansiosa desde criança, mas isso nunca se refletiu numa prova, por exemplo, porque o resultado só dependia de mim. Agora, ficar na mão de um piloto que nem sei quem é, me faz sofrer.

Apesar do medo de avião, ela — que é Virgem com ascendente em Virgem — tem se superado. Desde 2000, vem fazendo terapias variadas para tentar enfrentar o pavor. Em outubro, viajou sozinha para Nova York.

— Tenho metas. Sei que não vou ser uma pessoa que vai gostar de voar, mas preciso trabalhar a ansiedade. Mas não vou conseguir ser uma pessoa zen, não serei nunca.

Fátima, que fará 25 anos de casada em fevereiro, acha difícil dar entrevistas porque a sua vida é “muito normal”.

— O que pode ter de tão especial é um casamento que deu certo, um trabalho que deu certo. Nunca pensamos em nos separar. Na crise dos sete anos, a gente engravidou. Então, nem deu tempo de a crise chegar. Temos divergências normais, momentos em que você se chateia ou chateia o outro com alguma coisa. Mas ficar brigado ou sem se falar, isso nunca aconteceu.

DEPOIS DAS FÉRIAS, CABELOS MAIS CURTOS

Não é difícil lembrar do dia que Fátima Bernardes apareceu de cabelos escorridos, por conta de um alisamento japonês, na bancada do Jornal Nacional, em 2002. Você pode até não ter visto, mas ficou sabendo. Fátima surpreendeu os mais de 30 milhões de espectadores do programa ao mudar o visual. Só se falava nisso. Choveram telefones e e-mails endereçados à emissora; programas de TV e rádio também debateram o assunto.

De novo, ela quer surpreender. Depois das férias de janeiro (vai percorrer a Califórnia, de carro, com Bonner, e os filhos trigêmeos de 17 anos, Laura, Beatriz e Vinícius), a ideia é voltar ao “Encontro” com os cabelos bem mais curtos. Fátima brinca que suas madeixas viraram patrimônio nacional:

— Estou há muito tempo usando os cabelos assim, mais longos e volumosos. Talvez deixe-os mais lisos e numa altura média. Quando penso em cortar curto, não penso mais em fazer uma nuca batida, porque isso já deu para mim. Quero mudar um pouco, mas vou esperar 2015 — adianta.

No fim dos anos 80, Fátima desfilava um cabelo meio Simone: curto na frente e longo atrás — formando uma espécie de “mullet”. Ela lembra que, nessa época, chegava a fazer permanente na raiz. Mas o seu visual mais marcante mesmo foi o corte “Joãozinho”, aquele bem curtinho, que fez sucesso nos anos 90, época em que a maioria das apresentadoras tinha cabelos longos.

“PARA QUE VOU A UMA PRAIA NO FIM DE SEMANA?”

A fama não colocou Fátima numa redoma. Tudo bem que ela já não faz mais as compras de supermercado, mas, sem se incomodar com o assédio dos fãs, continua indo a shopping, cinemas e restaurantes. Não se importa de parar para posar para fotos. Se um dos três filhos liga e pede um remédio, ela mesma passa na farmácia, quase sempre na volta do programa.

— Não posso abrir mão de fazer tudo. Porque senão a vida fica uma chatice. Mas para que vou a uma praia no fim de semana? Domingo de manhã, meu filho ia se apresentar no Fashion Mall e precisava levar lanche. Eu mesma fui a uma delicatessen que abria cedo, comprei biscoito, mate e outras coisas para ele levar um farnel para os amigos — diz Fátima, que, todos os domingos, almoça com os pais — Dona Eunice e Sr. Amâncio.

Fora filhos, marido e trabalho, a prioridade de Fátima é a dança. Apesar disso não ser novidade desde que ela apareceu numa campanha da TV Globo que mostrava jornalistas e artistas da casa revelando seu lado B. Sapateava e, no final, dizia: “Invente, tente, faça um 92 diferente!”. No sábado passado, ela se apresentou, no Teatro da Uerj, durante um evento produzido pela academia Carlota Portella, onde faz jazz às segundas e quartas. A filha Laura dança na mesma escola e também se apresentou.

— Nos três domingos anteriores, ensaiei quatro horas seguidas. Voltei a fazer aulas ano passado, depois de 20 anos afastada.

Quando está em casa, ela não desliga. Assiste seus programas, procura pautas na internet, troca e-mails com a equipe. A notícia é mesmo um vício na sua vida:

— É muito difícil estar no carro ouvindo música. Estou sempre ligada.

BOTOX NA TESTA HÁ DEZ ANOS, MAS NADA DE PLÁSTICAS

Fátima diz que não está nem aí para a idade. Talvez porque aparente bem menos do que seus 52 anos. A pele do rosto é firme, com algumas ruguinhas que só aparecem mais quando ela sorri. O pescoço, o colo (com saboneteiras bem definidas!) e as mãos não têm manchas.

— A gente nunca se vê com a idade que tem. Eu ainda tenho aquele memória “quando eu chegar aos 50 anos”. Chegou e não mudou nada. Em termos de disposição, de gás, de energia, continuo a mesma — diz.

Fátima afirma que nunca fez plástica, mas deixa claro que pode mudar de ideia a qualquer momento:

— Posso fazer daqui a dois meses, se achar que preciso. O que faço, desde os 42, são aplicações de toxina botulínica na testa — conta.

Basta acertar uma vez com a jornalista para ganhar a sua fidelidade quase eterna.

— A dermatologista, a Andrea Serra, é a mesma, assim como o oftalmologista, que é marido dela, e a minha personal trainer. Acertou uma vez comigo, está ótimo. Sou fiel — diz Fátima, que cuida dos cabelos com o argentino Flávio Chiodelli, do salão Celso Kamura.

Como ela se imagina daqui a dez anos? A resposta:

— Espero estar menos ansiosa, conseguindo aproveitar mais o momento presente. Me imagino muito feliz fazendo ainda a mesma coisa. Dentro do que escolhi, ainda tenho muitas conquistas pela frente. Pelo tempo de contribuição, já que comecei a trabalhar aos 18 anos dando aulas de balé, já daria para me aposentar. Mas não penso em parar de trabalhar tão cedo — diz Fátima.

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Fonte: G1

 

 

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