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Joss Stone traz ‘turnê gigante’ ao Brasil e elogia favela de São Paulo

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‘Moradores são amáveis e gentis’, afirma ao G1; leia entrevista.Total World Tour, que prevê 204 países, chega nesta quarta a SP.

Joss Stone, de 27 anos, largou a escola há muito tempo para virar cantora e agora quer recuperar o tempo (ou o estudo) perdido. O objetivo alegado de sua atual turnê “realmente mundial” (a Total World Tour vai durar três anos e tem 204 países no roteiro) é “aprender”. Ou “aprender com pessoas que vivem num mundo diferente do meu”l. Nesta quarta-feira (11), a britânica começa, em São Paulo (SP), a sua nova série de shows no Brasil. Depois, na sexta-feira (13), passa por Brasília. No domingo (15), chega a Recife(veja serviço abaixo).

De 2008 para cá, Joss Stone veio todos os anos ao país. A visita mais recente foi em 2014. Aluna dedicada, ela quis aprender sobre favelas de São Paulo. Encantou-se com a gentileza e o senso de comunidade do local. “Apesar de a situação ser uma merda absoluta, um ambiente perigoso, você ainda pode ser gentil, você ainda pode ser bom –e sorrir com sinceridade”, comentou em entrevista ao G1.

Joss lançou o primeiro de seus seis discos, “The soul sessions”, em 2003, aos 16 anos de idade. Acha que fez bem em abandonar os estudos – até porque não levava jeito para a coisa –, mas não recomenda. Agora, tardiamente, aproveita para conhecer sobre assuntos como rinocerontes da África do Sul e órfãos da Suazilândia. Leia, a seguir, os principais trechos da conversa:

G1 – Pouco tempo atrás, você postou no seu Facebook uma foto de uma idosa segurando um cartaz com conselhos como ‘invista sua vitalidade pela de juventude na sua arte’. Foi por isso que você começou cedo?
Joss Stone – Eu apenas comecei cedo. Foi um movimento meio que inconsciente, acho. Eu tento pensar no que eu teria feito se não tivesse escolhido a música…

G1 – E o que você teria feito?
Joss Stone – Provavelmente, não teria mesmo continuado na escola – eu não gostava daquilo. E, definitivamente, não teria ido para a faculdade. Com certeza, absolutamente, não teria feito uma universidade.

G1 – Mas você pensava isso quando era mais nova. E hoje em dia?
Joss Stone – Se fosse em hoje em dia, eu iria para a faculdade, sim. Amo aprender alguma coisa nova. Mas, com 12, 14 anos de idade, que foi quando comecei, eu não queria fazer essas coisas. Não gostava, não me envolvia, não entendia e não fazia bem… Ter começado escutar música e a cantar foi a melhor coisa, definitivamente.

Eu perdi os estudos e não vou recuperar, de qualquer modo. Então, posso conseguir isso agora. Definitivamente, acho que foi a coisa certa para mim – mas não acho que seja a coisa certa para todo mundo. Só que se eu fosse inteligente, quer dizer, se eu fosse mais esperta e, vamos dizer, se tivesse mais tendência para a vida acadêmica, talvez tivesse continuado na escola.

G1 – Por falar em aprendizado tardio, você já disse que, com a Total World Tour, quer aprender com pessoas que vivem num mundo diferente do meu’. O que você já aprendeu no Brasil?
Joss Stone –
Quando faço meus shows, a maior parte da audiência é sempre adorável. No Brasil, especificamente, são pessoas muito apaixonadas, cantam junto… Fui para São Paulo no ano passado e visitamos uma favela. Percebi o quão amáveis aquelas pessoas são. Tão gentis, tão abertas. O cara que me mostrou tudo falou: “Quero que você fale disso a todo mundo, mas não é tão ruim assim”. Meio que querendo dizer: “Nós curtimos a nossa vida, tomamos conta uns dos outros, olhamos as crianças uns dos outros”.

É como uma comunidade, sabe? Sim, claro, é perigoso, como todos os lugares assim podem ser. Mas eu aprendi que, apesar de a situação ser uma merda absoluta, um ambiente perigoso, você ainda pode ser gentil, você ainda pode ser bom – ainda pode sorrir com sinceridade. É possível sorrir, e acho que o povo brasileiro carrega isso no coração.

G1 – Algum outro ensinamento em outros países?
Joss Stone – Nesta turnê, consigo ver e aprender muito mais do que eu via e aprendia nas turnês tradicionais. Tive alguns aprendizados bons, lugares que amo de verdade. Aprendi sobre os rinocerontes na África do Sul. Na Suazilândia, aprendi que as crianças de lá perdem os pais por causa da Aids e existe um grande “buraco” entre as gerações. Você tem avós e crianças realmente novas – e nada no meio. Lá, tentam ajudar as avós a criar essas crianças pequenas, para que tenham educação.

G1 – Você já disse que, com esta turnê, gostaria de ‘espalhar bondade e promover a união através de todos os países da terra’. Como assim?
Joss Stone – Quero dizer: espalhar sentimentos bons. É como um efeito dominó: alguém sorri, e a pessoa do lado sorri também – isso é espalhar bondade. E tento fazer isso em minhas letras e quando falo sobre como vivo a minha vida. Promover união tem a ver com o fato de que a música acaba com todos as fronteiras.

Todas as diferenças que temos desparecem se ouvimos música juntos. Viramos uma única peça. Falo isso para minha banda, estamos no camarim, antes de entrarmos no palco. Quando estamos ali, não somos mais indivíduos, somos uma coisa só – que toca junto. As cabeças de todos se movem na mesma batida, sabe? Estamos realmente conectados.

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Fonte: G1

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