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Interpol procura 4 brasileiros suspeitos de integrar facção que matou policial francês na Guiana Francesa

Quinto integrante brasileiro, de 20 anos, foi preso após se entregar à polícia francesa numa área de garimpo, no último sábado (8). Ele é apontado como autor dos disparos que vitimou o policial de elite Arnaud Blanc, de 35 anos, em 25 de março.

Atualizado há

Quatro brasileiros estão na lista de Difusão Vermelha da Interpol suspeitos de integrar uma facção criminosa que teria matado um policial de elite francês na Guiana Francesa, em 25 de março. Um quinto integrante, também brasileiro, foi detido em território francês no último sábado (8) e é apontado como o autor dos disparos.

O policial militar de elite Arnaud Blanc, de 35 anos, foi assassinado em 25 de março com dois tiros, quando participava de uma operação contra a mineração ilegal na Guiana Francesa. Os quatro procurados foram identificados como João Batista da Cunha, de 48 anos, Diego Diniz, de 28 anos, Juliano Arruda dos Santos, de 32 anos, e Romário Almeida Araújo, de 29 anos.

O suspeito que está preso foi identificado como Leonardo da Silva Conceição, conhecido como “Pitiboy”. O homem de 20 anos foi detido em território francês após se entregar à polícia. Na Guiana Francesa, ele é acusado de ter disparado contra o policial. No Brasil, o homem não tem passagem, segundo a Polícia Civil do Amapá.

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Ainda de acordo com a Polícia Civil, os brasileiros cometiam crimes na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa com acesso pelo município de Oiapoque, no extremo norte do Amapá. Segundo o delegado Charles Correa, apesar dos suspeitos estarem na área de garimpo ilegal de Dorlin, não eram garimpeiros.

“Os faccionados não eram garimpeiros. É uma facção que fica coagindo, amedrontando, ameaçando os garimpeiros, cobrando taxa para garimpar, roubando ouro no garimpo. A facção atuava como uma espécie de milícia dentro do garimpo”, disse Correa.

O policial assassinado pertencia ao grupo de elite francês GIGN, especializado em operações de inteligência e alto risco. Ele havia chegado à Guiana Francesa em 22 de março e foi transportado de helicóptero, junto com nove colegas, para uma área de floresta no centro do território francês, onde havia sido localizado o garimpo ilegal de Dorlin, próximo do município de Maripasoula.

Na aproximação do acampamento onde dormiam os garimpeiros clandestinos, os policiais franceses foram recebidos a tiros pelo grupo criminoso. Blanc, que estava à frente dos colegas, chegou a responder com sua pistola até esvaziar a última bala de seu cartucho. Porém, baleado duas vezes, o francês não resistiu aos ferimentos e morreu.

Na aproximação do acampamento onde dormiam os garimpeiros clandestinos, os policiais franceses foram recebidos a tiros pelo grupo criminoso. Blanc, que estava à frente dos colegas, chegou a responder com sua pistola até esvaziar a última bala de seu cartucho. Porém, baleado duas vezes, o francês não resistiu aos ferimentos e morreu.

O processo contra Conceição deve correr pela Justiça francesa e por ser considerado um crime grave, se comprovado o envolvimento do suspeito, ele pode passar muitos anos detido no país vizinho.

Buscas pelos foragidos

Logo após a morte de Blanc, a polícia internacional iniciou as buscas em parceria com o governo do Amapá por meio da Polícia Civil, com sede em Oiapoque, Polícia Militar, Polícia Penal, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF), Exército Brasileiro Batalhão de Operações Especiais (Bope) e membros da Operação Hórus.

Os 4 homens, que ainda estavam foragidos até a publicação desta reportagem, têm familiares em Oiapoque e pelo menos 2 já foram vistos no município amapaense, segundo a polícia.

“Nós fomos acionados para prestar apoio porque esses membros, a maior parte deles, mora no Oiapoque, então teriam como rota de fuga e destino final o Oiapoque […] Do dia 25 dava conta que a rota de fuga seria Vila Brasil, que é 7 a 10 dias de viagem a pé e bateu direitinho, porque 1 dos membros já foi visto no bairro do Infraero, em Oiapoque. Um outro faccionado também já foi visto, só que eles estão escondidos”, detalhou Correa.

As buscas pelos 4 suspeitos foragidos continuam dos dois lados da fronteira.

 

 

 

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