Várias explosões foram ouvidas no imóvel, que fica na Penha, Zona Norte. Depósito tinha mais de mil veículos, segundo familiares.

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Um incêndio de grandes proporções atingiu um depósito particular de automóveis na Rua do Feijão, na Penha, Zona Norte do Rio, desde o início da tarde até o começo da noite deste sábado (9). Treze carros e cerca de 80 bombeiros, de cinco quartéis, foram chamados para o combate às chamas, que durou quase quatro horas. Muitas explosões foram ouvidas.

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Dois homens foram atendidos pelos bombeiros. Um deles foi encaminhado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas e o outro, liberado. Os dois não se feriram, mas se sentiram mal devido à fumaça e ao calor. Até as 19h, não havia detalhes sobre o estado de saúde do homem hospitalizado.

No mesmo horário, as causas do incêndio ainda eram desconhecidas. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Mil carros
Segundo familiares do dono do depósito, o leiloeiro Rogério Menezes, cerca de mil carros estavam estacionados no local, que tem 11 mil metros quadrados. Centenas deles foram destruídos e os prejuízos devem ser contabilizados neste domingo (9).

“Eu não sei o que aconteceu. Não acredito em prática criminosa. Por volta das 16h, fomos informados de que um carro teria pegado fogo espontaneamente. Disseram que poderia ter surgido de uma empilhadeira”, disse o filho de Rogério, Edgar Menezes, de 23 anos, muito abalado.

Fumaça negra
A fumaça de coloração escura produzida pelo incêndio pôde ser vista de várias partes da cidade, incluindo o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, que fica próximo. Pousos e decolagens, no entanto, não foram afetados, segundo a assessoria de imprensa do aeroporto.

No depósito, que fica no Mercado São Sebastião, funciona um depósito particular de carros, que iriam a leilão. O fato de haver muitos veículos, compostos por materiais inflamáveis como plástico, tecido, borracha e combustível presentes nos tanques, facilitou a propagação do fogo, segundo Gustavo Cunha Mello, especialista em gerenciamento de risco.

“Por radiação vai transferindo o calor e causando o incêndio nos carros ao lado. O que causou [o fogo] não dá para saber. Tem que aguardar a investigação e o trabalho do Corpo de Bombeiros”, explicou o especialista, em entrevista à GloboNews.

Segundo Gustavo Mello, um dos principais riscos para a população no entorno do incêndio é a inalação da fumaça, que carrega uma série de produtos químicos.

“Não pode ser inalada. Se alguém estiver nas proximidades, tem que fechar a janela e, se possível, até se afastar do local (…) As pessoas morrem muito mais pela fumaça do que pelo fogo”, explicou.

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Fonte: G1

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