O cargo de presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estava vago desde o final de setembro de 2022. A partir do mesmo mês, foi iniciado o processo de eleição do novo presidente para este cargo, de acordo com os estatutos do banco. Cinco candidatos foram apresentados, incluindo Ilan Goldfajn para o Brasil, Nicolás Eyzaguirre Guzmán para o Chile, Cecilia Todesca Bocco para a Argentina, Gerard Johnson para Trinidad e Tobago e Gerardo Esquivel Hernandez para o México. Porém,  pouco antes da votação, a candidatura da Argentina foi retirada.

O Ministro Interino de Finanças e Planejamento, Albert Ramdin, participou das apresentações formais de todos os candidatos aos Governadores do BID. Ele também manteve conversas bilaterais com os candidatos, nas quais, além da visão dos candidatos em relação ao futuro do banco, também foram discutidas as prioridades dos pequenos países membros, incluindo o Suriname, e como o candidato implementaria essas

O ministro do Suriname enfatizou que, devido à diversidade de interesses e desafios no Hemisfério Ocidental, uma política financeira apropriada deve ser perseguida no banco e que devem ser desenvolvidas facilidades especiais para financiamento climático em pequenos países. O ministro Ramdin mencionou, entre outras coisas, o apoio à redução da pobreza, diversificação da pequena economia, bem como a mudança climática e o desenvolvimento do setor privado. Também foi discutida a possibilidade de funções e treinamentos e estágios dentro do banco do Suriname para a experiência necessária.

As eleições aconteceram no domingo (20) com votação presencial em Washington e também por meio de uma plataforma virtual. O ministro interino da Fazenda votou virtualmente em nome do Suriname. Todos os 48 países membros participaram desta votação, resultando em um quórum de 100%. Com uma maioria esmagadora de 80%, o brasileiro Ilan Goldfajn já foi eleito em primeiro turno o novo presidente do BID. Vale lembrar que é a primeira vez, desde a criação do BID, em 1959, que o cargo de presidente é ocupado por um brasileiro.

O Suriname está dentro do BID, do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) no mesmo grupo de países que o Brasil. 

Em seu primeiro discurso, Ilan Goldfajn enfatizou que há muito trabalho a ser feito e que vai ouvir todas as necessidades dos países membros. Ele indicou que também prestaria atenção aos pequenos países que lutam com as consequências da mudança climática, bem como que exigem atenção para a conservação de suas florestas e outros desafios. 

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