Candidato do PT à eleição presidencial, Lula defendeu que seja feita uma reforma administrativa em seu governo, caso seja eleito. A declaração ocorreu em evento com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, nesta terça-feira (9).

“Eu acho que nós vamos ter que fazer uma reforma administrativa, sim. Eu acho que é preciso, você tem pouca gente ganhando muito e tem muita gente ganhando muito pouco. É preciso tentar fazer um equilíbrio e aí vamos ter que pensar direitinho, e aqui já tem experiência de mundo, já temos 13 anos de governo, tem muito governo de estado, muita gente preparada nessa coisa administrativa para a a gente sentar e dar uma repensada no Brasil. É preciso fazer”, afirmou Lula.

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A proposta não consta no plano de governo do PT, enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em trecho sobre servidores públicos, o documentos diz que reafirma “o nosso respeito e compromisso com as instituições federais, que foram desrespeitadas e sucateadas e com a retomada das políticas de valorização dos servidores públicos”.

Lula também não detalhou como seria feita a reforma. Na sequência, o petista afirmou que também é preciso de uma reforma tributária para “ter dinheiro para o SUS”. A ideia consta nas propostas enviadas ao TSE.

“E nós vamos arrumar essa tal propalada, defendida e sonhada reforma tributária que eu espero que a gente faça junto para que ela seja justa para todos. Mas alguém vai ter que pagar a conta e quem é mais rico vai ter que pagar a conta”, disse Lula.

O petista também criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL) por depreciar documento em defesa da democracia. Na segunda-feira (8), Bolsonaro esteve em evento com banqueiros da Febraban e declarou que “democrata não precisa assinar cartinha”, ao se referir a documento criado por ex-alunos da Universidade de São Paulo (USP), em defesa da democracia e do sistema eleitoral eletrônico.

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