Em uma semana e meia, chegaram ao país 227 caixões. Analistas holandeses e malaios seguem com buscas no local da queda.

Mais restos humanos recuperados após o acidente do voo MH17 da Malaysia Airlines, ocorrido em 17 de julho no leste da Ucrânia, chegaram nesta segunda-feira (4) a Eindhoven (Holanda) a bordo de um avião militar. Dali, serão transferidos à base militar de Hilversum para processo de identificação.

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O Hércules C130, que partiu de Kharkiv (Ucrânia), aterrissou em Eindhoven às 15h45 local (10h45, em Brasília), 15 minutos antes do previsto. Após um minuto de silêncio, os restos partiram rumo a Hilversum, informou a agência holandesa ANP.

Os restos foram recebidos em Eindhoven por familiares das vítimas. O vice-primeiro-ministro holandês, Lodewijk Frans Asscher, e a titular de Saúde, Edith Schippers representaram o governo.

O chefe da missão de repatriação da Holanda, Pieter-Jaap Aalbergsberg, indicou no domingo (3) que os restos foram achados na sexta-feira e no sábado na zona da catástrofe.

Buscas
Uma equipe de 109 analistas buscou mais restos durante seis horas no domingo (3) em um campo ao norte da cidade de Rozsypne, mas só achou pertences pessoais dos 298 mortos no acidente.

Também foram recuperados objetos pessoais em Torez, ao sul da área da queda, e a bagagem foi armazenada em um vagão de trem ao que os analistas puderam chegar graças às negociações realizadas pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (Osce).

O governo holandês confirmou que outra equipe de analistas se deslocou nesta segunda-feira à zona do acidente para continuar com os trabalhos de busca, pela primeira vez com ajuda dos especialistas malaios que se incorporaram à missão de repatriação – que agora tem sua sede na cidade de Soledar.

Em uma semana e meia, chegaram à Holanda 227 ataúdes com restos humanos achados no local, embora não se pode afirmar ainda que cada caixão contenha restos de apenas uma pessoa.

A queda do avião teria sido causada por um míssil disparado desde território sob comando de separatistas pró-Rússia.

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Fonte: G1

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