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O aumento da atividade de perfuração offshore nas principais bacias de petróleo e gás deve desencadear um aumento na demanda de plataformas no próximo ano, de acordo com um relatório da corretora norueguesa e empresa de gestão de investimentos Fearnley Securities.

O mercado de sondas sofreu nos últimos anos devido ao excesso de capacidade, uma situação agravada pela pandemia Covid-19 no início de 2020, que viu as empresas de energia conterem os gastos e a atividade em meio à fraca demanda global de petróleo.

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O lançamento contínuo de vacinas contra a Covid-19 e uma situação geral de alívio em torno da pandemia, combinada com a forte demanda de petróleo, pode levar a mais requisitos de perfuração para licitação e posteriormente convertidos em prêmios, disse o relatório.

“A demanda de sonda está retornando de forma consistente ao mercado”, disse o relatório. A demanda por plataformas semissubmersíveis e navios-sonda deve aumentar para 140 unidades até o final de 2022 – um aumento de 22% em relação às 115 unidades que deveriam estar funcionando no final deste ano, disse o relatório.

A demanda de flutuadores será impulsionada pela atividade de perfuração em países como Brasil, Guiana, Suriname, Noruega, África Ocidental e Golfo do México nos Estados Unidos. A Equinor, controlada pelo estado da Noruega, recentemente levou o navio de perfuração de propriedade da Seadrill, West Saturn, para uma campanha de perfuração de desenvolvimento de quatro anos em seu projeto operado em Bacalhau na costa do Brasil.

A estatal brasileira Petrobras também está no mercado para buscar até duas sondas para perfurar o Bloco BM-S-11, que abriga os campos do pré-sal de Tupi, Berbigão e Sururu. A ExxonMobil está acelerando a exploração e avaliação da perfuração offshore da Guiana, onde a supermajor dos EUA agora tem seis sondas à sua disposição enquanto expande as operações no prolífico jogo.

A empresa planeja perfurar até 15 poços este ano apenas no bloco Stabroek. “Os níveis mais baixos de atividade são geralmente derivados de rescisões, suspensões e menos concessões de contratos”, disse o relatório.

No entanto, o mercado já atingiu o fundo do poço, dado que o número de flutuadores sob contrato aumentou em 13 desde o nadir de 97 em novembro do ano passado. A demolição continua reduzindo o fornecimento, já que 34 flutuadores foram sucateados ou anunciados para serem sucateados desde o início de 2020.

O fornecimento ativo também está perdendo ímpeto, já que os empreiteiros de perfuração são mais disciplinados em plataformas ociosas de empilhamento a frio. Como tal, o fornecimento comercializável caiu em 35 sondas para 153 flutuadores, contra 110 unidades contratadas.

No mercado de águas ultraprofundas, apenas 52 navios-sonda são contratados contra o fornecimento de 75 sondas, refletindo níveis de utilização total de 69%. Antes da pandemia de Covid-19, a demanda por flutuadores em águas ultraprofundas era de 57 unidades, com utilização comercializável de 81%.

Há 15 navios-sonda encomendados, com apenas dois com contratos firmes. Espera-se que eles sejam entregues este ano, mas podem ser adiados para o primeiro semestre do ano que vem, de acordo com o relatório.

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