Pedro García Arredondo matou 37 pessoas em 31 de janeiro de 1980.Massacre ocorreu em meio à ditadura militar no país.

Um tribunal declarou nesta segunda-feira (19) como culpado, e condenou a 90 anos de prisão, o ex-chefe de polícia Pedro García Arredondo, pelo assassinato de 37 pessoas no dia 31 de janeiro de 1980 na embaixada da Espanha na Guatemala.

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O acusado, de 69 anos, “incorreu nos crimes de assassinato, assassinato em grau de tentativa e delitos contra os deveres da humanidade”, afirmou o juiz durante a leitura da sentença, na tarde desta segunda-feira, após quatro meses de audiências.

O massacre aconteceu quando as forças de segurança do regime militar da Guatemala, que era comandado pelo general Fernando Romeo Lucas García, entraram na embaixada espanhola, depois que esta tinha sido ocupada por camponeses e estudantes guatemaltecos, que denunciavam a repressão militar.

Na invasão, 37 pessoas morreram queimadas, entre elas o cônsul espanhol, Jaime Ruiz del Árbol Soler, e outros funcionários da missão diplomática.

Na época, o embaixador da Espanha na Guatemala, Máximo Cajal y López, e o camponês guatemalteco Gregorio Yujá foram os únicos sobreviventes do massacre.

Yujá, no entanto, foi sequestrado dois dias depois e seu corpo apareceu, com sinais de tortura, no dia 2 de fevereiro de 1980 na reitoria da Universidade de San Carlos da Guatemala, que era símbolo da esquerda estudantil.

García Arredondo foi capturado em 24 de julho de 2011 acusado de ser o responsável pela desaparição forçada, no dia 9 de junho de 1980, do estudante universitário Edgar Saenz Calito, crime pelo qual foi condenado a 70 anos de prisão em 2012.

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Fonte: G1

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