O Pentágono confirmou em um comunicado que dois caças F-18 atiraram contra posições de artilharia utilizadas pelos terroristas sunitas no norte do país.

Os Estados Unidos iniciaram nesta sexta-feira os ataques aéreos contra jihadistas sunitas no norte do Iraque. A informação foi confirmada pelo Twitter oficial da Secretaria de Defesa e do Pentágono. De acordo com um comunicado do Pentágono, dois caças F-18 lançaram mísseis guiados a laser contra posições de artilharia controladas pelo grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que luta contra forças curdas que defendem a cidade de Erbil, capital do Curdistão. Esse é a primeira ação militar americana no Iraque desde que o presidente Barack Obama declarou o fim oficial da guerra no país, em 2011. Os EUA começaram também nesta sexta o lançamento de suprimentos de ajuda humanitária por via aérea para membros da minoria yazidi em fuga da perseguição de jihadistas sunitas.

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Nesta quinta, o presidente Obama, autorizou “bombardeios limitados” para prevenir um “genocídio” por parte de radicais sunitas que assumiram o controle de grandes áreas no norte do Iraque e continuavam a avançar em direção à capital regional curda, Erbil. Até o momento, o auxílio americano limita-se ao apoio aéreo, pois o presidente Obama está relutante em enviar tropas americanas para Oriente Médio após custosas guerras no próprio Iraque e no Afeganistão. As operações militares consumiram bilhões de dólares dos contribuintes americanos nos últimos anos, atraíram muitas críticas e tiveram sua eficácia posta em dúvida.

Em um pronunciamento na TV, Obama disse que os primeiros aviões de transporte dos EUA tinham lançado água e comida a membros da minoria étnico-religiosa yazidi, refugiada em uma área montanhosa após islamitas invadirem a cidade de Sinjar. Fotos da agência Reuters tiradas na quinta-feira mostraram uma bandeira negra dos insurgentes erguida sobre um posto de controle a apenas 45 quilômetros de Erbil, a menor distância a que chegaram da capital econômica da região, com 1,5 milhão de habitantes. O EIIL considera não muçulmanos e islâmicos xiitas como infiéis, e em muitas das cidades que capturou o grupo impôs regra severa: converter-se, fugir ou morrer.

Petróleo em risco – As empresas de petróleo na região iraquiana do Curdistão, no norte do país, começaram a retirar seus funcionários nesta sexta devido à aproximação de militantes jihadistas da cidade de Erbil. A companhia petrolífera Afren foi a primeira a anunciar que está reduzindo a produção. As ações de empresas de petróleo ativas no norte do Iraque caíram pelo segundo dia seguido no pregão de Londres, e o fechamento de outros campos de extração e novas retiradas de funcionários se tornaram mais prováveis na região, vista até agora como relativamente segura comparada ao resto do país.

A Genel Energy, operadora dos dois grandes campos de extração de Taq Taq e Tawke, no Curdistão, declarou ter retirado funcionários “não essenciais” dos campos da região que não estão produzindo petróleo. Taq Taq e Tawke ainda estão funcionando, afirmou, e estão produzindo uma média de 230.000 barris por dia esta semana.

Cristãos – O papa Francisco enviará ao norte do Iraque o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, o cardeal Fernando Filoni, para expressar sua proximidade e solidariedade à população, especialmente aos cristãos, assediada pelos extremistas islâmicos. O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, explicou que o italiano Filoni chegará nos próximos dias ao Curdistão iraquiano.

Mais de 120.000 cristãos se deslocaram para escapar dos jihadistas sunitas que tomaram as localidades de Qaraqosh (a maior cidade cristã do Iraque) e Telkif. Os cristãos fugiram rumo às cidade de de Erbil e Dohuk.

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Fonte: Reuters e EFE

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