É natural todos os vírus causadores de patologias sofrerem mutações e criarem suas variantes para que permaneçam vivos. No caso da Covid-19 são conhecidas as cepas do Brasil, África do Sul e do Reino Unido, inclusive, todas elas presentes no Suriname. A novidade, no entanto, é que já pode haver uma variante surinamesa.

Foi o que disse o chefe do laboratório de Clínica e Química do Hospital Acadêmico Paramaribo (AZP), John Codrington. “Com base em como os vírus se desenvolvem é preciso pesquisar para saber se se trata de uma variante surinamesa. O vírus quer permanecer vivo e então desenvolve continuamente variantes para sobreviver”, disse. 

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De acordo com Codrington, pode haver dezenas de variantes da Covid-19. Nem todas as variantes são clinicamente importantes, mas o que importa é a rapidez com que as novas variantes se espalham para a comunidade e como são mortais. “No Suriname são conhecidas as variantes Manaus ou brasileira, sul-africana e britânica”, reforçou.

“Isso não significa que as variantes analisadas e descobertas no exterior tenham se originado no país de origem. As variantes surgem continuamente”, ele explica. “Se uma pessoa está infectada com e tem o vírus por muito tempo, várias variantes podem se desenvolver no corpo. Pesquisas mostram que existem pessoas que desenvolveram múltiplas variantes”, concluiu.

 

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