Especialistas conseguiram acesso após vários dias de tentativas. Kiev havia decretado suspensão de combates na região por 24 horas.

Especialistas holandeses e australianos, acompanhados por uma equipe de observadores internacionais, chegaram nesta quinta-feira (31) ao local onde o avião da Malaysia Airlines caiu, após dias de duros confrontos que impediam seu acesso.

“Observadores chegaram ao local onde o MH17 caiu pela primeira vez em quase uma semana, acompanhados por quatro especialistas holandeses e australianos”, que utilizaram uma nova via de acesso, declarou a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) no Twitter.

“Até o momento, trata-se apenas de um trabalho de reconhecimento, para que as investigações possam começar o quanto antes na próxima visita”, declarou o ministro da Justiça holandês em um comunicado.

Após a chegada das equipes, várias explosões foram registradas perto do local onde caiu o avião, constatou um jornalista da AFP. Uma coluna de fumaça podia ser vista na zona, a menos de dez quilômetros do local onde ainda se encontram os destroços da aeronave.

“No local da catástrofe há disparos de (mísseis) Grad. Temos informação de que os acessos à região estão minados’, disse à rádio ‘Baltkom” o conselheiro do Ministério do Interior ucraniano, Anton Gueraschenko.

Ele acrescentou que os analistas internacionais, que já informaram instantes antes de sua chegada ao local da tragédia, “poderão começar a trabalhar ali (…) quando os valentes soldados ucranianos libertarem esse território”.

Mais cedo nesta quinta, a Ucrânia suspendeu por 24 horas todas as suas operações militares no leste do país, acatando assim a um pedido do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que exigiu a interrupção dos combates para permitir que os especialistas internacionais pudessem chegar ao local.

“Hoje há um cessar-fogo a pedido de Ban Ki-moon devido ao trabalho dos especialistas na zona onde o avião caiu. O Estado-Maior da operação antiterrorista decidiu decretar um ‘dia de silêncio’ e suspender os combates”, declarou à AFP Oleksi Dmytrashkivski, porta-voz das forças ucranianas.

No entanto, ele advertiu que os militares podem disparar para se defender.

Embora a maioria dos corpos tenha sido recolhida no local do desastre de 17 de julho, no qual morreram todos os 298 passageiros e tripulantes, a equipe quer recuperar restos de algumas vítimas e pertences de 195 cidadãos holandeses que estavam a bordo.

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Fonte: G1

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