Na terça-feira, a moeda norte-americana recuou 0,04%, a R$ 3,9550.

O dólar opera em alta nesta quarta-feira (7), superando o nível de R$ 3,99, com renovado sentimento de aversão ao risco no exterior por temores ligados à disputa comercial entre Estados Unidos e China.

PUBLICIDADE

Às 10h35, a moeda norte-americana subia 0,86%, vendida a R$ 3,9891. Veja mais cotações. Na máxima da sessão, o dólar bateu R$ 3,9926.

Na terça-feira, a moeda norte-americana recuou 0,04%, a R$ 3,9550. Na parcial do mês, a alta é de 3,58%. No ano, a valorização é de 2,09% ante o real.

Guerra comercial

A cautela voltava a imperar nos mercados globais nesta quarta-feira em face da perspectiva de uma nova escalada nas tensões entre Estados Unidos e China.

“Continuamos totalmente reféns do movimento de fora… O mundo está bastante instável, há bastante aversão ao risco, preocupações com a questão cambial”, disse à Reuters o economista da consultoria Tendências, Silvio Campos Neto.

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou temores de uma guerra comercial prolongada, apesar de um alerta do governo chinês de que classificar o país como manipulador cambial terá consequências severas para a ordem financeira global.

O porta-voz da Administração Estatal de Câmbio chinesa disse nesta quarta-feira que a ação dos EUA via piorar seriamente o ambiente econômico e prejudicar o crescimento global.

Em meio aos persistentes temores sobre a disputa EUA-China, investidores denotam maior importância para eventuais declarações de autoridades do Federal Reserve (BC dos EUA), que vinham citando a guerra comercial como fator de risco à saúde da economia norte-americana.

Na véspera, o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, disse que o banco central dos EUA pode ficar preso a um ambiente comercial volátil por anos, mas não pode responder “ao vaivém diário” das disputas entre países sobre as regras do jogo.

Cenário local

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira o texto-base da reforma da Previdência em segundo turno e votará nesta quarta os destaques que podem suprimir pontos do texto, visando encerrar a tramitação da matéria na Casa e enviá-la ao Senado.

No entanto, as expectativas positivas com relação à tramitação da Previdência, inclusive no Senado, já estão consolidadas entre participantes do mercado e, portanto, noticiário sobre a reforma não deve beneficiar o câmbio, com atenções todas voltadas para o exterior, segundo a Reuters.

“Por enquanto, com o exterior dessa forma, é difícil (que Previdência dê alívio nos preços), e já era algo esperado. Se o governo conseguir que algum destaque prospere, pode trazer algum impacto, mas muito pontual”, acrescentou Silvio.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 11 mil contratos de swap cambial tradicional, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento em outubro de 2019.

Fonte: G1