Paraense levou o Robinhood até as oitavas de final da Liga CONCACAF.

Alan Costa é mais um dos milhares de brasileiros que foram realizar o sonho de viver do futebol bem longe de casa. Aos 26 anos, o meio-campista é o destaque do Robinhood, o maior campeão nacional do Suriname. Agora, o paraense de Belém do Pará poderá dar um novo passo na carreira: o de se naturalizar para defender a seleção do país, que tem Clarence Seedorf como maior referência no mundo da bola.

De acordo com as regras da FIFA, qualquer jogador de futebol precisa de cinco temporadas consecutivas em outro país para, em seguida, iniciar os trâmites de naturalização. No Suriname, Alan chegou há quatro anos e está em seu terceiro clube, sendo na segunda temporada consecutiva no Robinhood. As negociações com a Federação e comissão técnica surinamesa estão avançadas, restando “detalhes”, como ele confidenciou à reportagem.

“Será um grande prazer me naturalizar e representar o Suriname. Essa possibilidade já foi conversada entre as partes envolvidas, no caso, eu, e a comissão técnica da Seleção do Suriname. E posso adiantar que faltam poucos detalhes para que isso aconteça. Nossa ideia é que no próximo ano eu já consiga ajudar a seleção. Tenho um sonho de jogar uma Copa do Mundo. Quem sabe não realizo aqui”, disse Alan Costa.

A relação do brasileiro com o Suriname começou em 2015, quando foi convidado para defender o Nissan e, depois disso, o Botopasie, que disputa o equivalente a primeira divisão nacional. Quando recebeu a proposta do Robinhood, Alan também tinha uma negociação em andamento para a Tailândia, mas optou por dar sequência ao trabalho que já vinha realizando. Pesou também a proposta financeira e a possibilidade de um torneio internacional.

“Um amigo de uma tia em Belém fez uma proposta para eu vir jogar aqui. Aceitei e ganhei um torneio na época. Depois atuei pelo Botopasie. Um pouco antes, no entanto, eu já havia tido uma passagem pela Tailândia e, nesse momento, eu tinha convite para retornar para lá. Só que resolvi acertar com o Robinhood. Aqui ganho bem, me dedico apenas ao futebol e disputei a CONCACAF 2019, liga que fomos campeões da fase caribenha”.

Na Liga CONCACAF, que reúne os melhores times da América do Norte e América Central, o clube do brasileiro venceu o Franciscain, da Martinica, território ultramarino francês. Depois, já na fase principal da competição, eliminou nos pênaltis o atual vice-campeão haitiano, o AS Capoise. Nas oitavas, o Robinhood caiu para o CA Independiente, do Panamá, com um empate em casa e derrota fora por 2 a 1, no Estádio Agustín Sanchez.

“Esse ano de 2019 foi histórico para o Robinhood e para o Suriname. Fomos campeões da fase Caribe da CONCACAF com vitória sobre um time da Martinica e do Haiti, sendo que marquei gol. Na fase principal também fiz gol importante e tiramos do campeonato o vice-campeão, também do Haiti. E só fomos eliminados para um clube do Panamá, nas oitavas de final, em agosto desse ano”, relembra o meio-campista.

Do futsal aos gramados e uma pausa para a “refrigeração”.

Alan começou a dar os primeiros chutes na bola aos sete anos, no Alan Kardec, clube da área metropolitana de Belém. Chegou ao salão do Remo aos 8 anos e permaneceu até os 17. Defendeu ainda a Tuna e o Paysandu até se profissionalizar no futebol de campo e disputar a Segunda Divisão do Paraense pelo Tiradentes.

“Fizemos um belo campeonato na Segundinha. Fui contratado pelo São Raimundo de Santarém e consegui uma vaga no Sub-20 do Remo depois disso. Ainda rodei e joguei no Ananindeua e decidi parar com o futebol. Fui trabalhar como técnico de refrigeração. Daí os convites retornaram e eu não parei mais de fazer o que mais gosto”, conclui.

Fotos: Reprodução/Concacaf

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