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Corte francesa coloca ex-presidente Sarkozy sob investigação formal

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Ele recebeu acusações de corrupção ativa e tráfico de influências. Ex-presidente foi detido na manhã desta terça para interrogatório.

O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi colocado sob investigação formal por suspeita de tráfico de influências e outros crimes, anunciou a promotoria francesa na madrugada desta quarta-feira (2), horário local.

Ele foi acusado de corrupção ativa, tráfico de influências e ocultação de violação de sigilo profissional, de acordo com a AFP.

A decisão foi tomada após uma detenção para interrogatório de aproximadamente 15 horas, acontecimento inédito para um ex-chefe de Estado francês. Sarkozy já havia sido denunciado pelo que é chamado de “caso Bettencourt”, mas a Justiça não acatou a denúncia.

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Esta é a segunda vez que o ex-presidente foi colocado sob investigação judicial desde que ele perdeu sua imunidade legal ao deixar a presidência. Sarkozy nega qualquer irregularidade. Pela lei francesa, ser colocado sob investigação formal indica que existam “evidencias sérias ou consistentes” que apontam para uma provável implicação em suspeita de um crime, segundo divulgou a Reuters.

Sarkozy foi detido na manhã desta terça para um interrogatório e colocado sob custódia da Polícia Judiciária de Nanterre, cidade próxima a Paris, pelas suspeitas de sua relação em um caso de tráfico de influências e violação do sigilo da investigação.

Os investigadores tentam determinar se o ex-chefe de Estado e algumas pessoas de seu entorno criaram uma “rede” de informações que o deixava a par da evolução dos processos judiciais que o envolviam entre 2007 e 2012.

Nesta segunda (30), foram interrogados seu advogado, Thierry Herzog, e dois juízes do alto escalão da Corte de Apelação francesa, Gilbert Azibert e Patrick Sassoust, que permanecem em regime de prisão preventiva.

Azibert, que é ligado ao advogado do ex-presidente, é suspeito de receber informações de conselheiros do Supremo Tribunal francês sobre os avanços na investigação do suposto financiamento ilegal da campanha que levou Sarkozy à Presidência.

De acordo com essa tese, o defensor de Sarkozy prometeu ao magistrado, em contrapartida, que o ex-presidente o ajudaria a conseguir um cargo na administração de Mônaco.

O caso investiga, entre outros assuntos, se Sarkozy recebeu financiamento ilegal para sua campanha presidencial por parte da multimilionária herdeira do grupo de cosméticos L’Oréal, Liliane Bettencourt, e do deposto ditador líbio Muammar Kadafi.

Além disso, como parte de uma investigação iniciada em 26 de fevereiro, os investigadores querem apurar se Sarkozy foi informado ilicitamente de que a Justiça havia autorizado a escuta de suas conversas telefônicas.

A decisão sobre a escuta nos telefones de Sarkozy foi tomada em setembro do ano passado pelo juiz que investiga as acusações de que o então dirigente líbio Muamar Kadhafi financiou a campanha eleitoral do conservador em 2007.

Sarkozy, de 59 anos, foi derrotado nas eleições de 2012 pelo socialista François Hollande.

A atual investigação pode complicar seriamente qualquer tentativa de retorno ao cenário político, nas eleições de 2017.

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Fonte: G1

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