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Cooperação Brasil-Suriname elimina casos de malária e recebe reconhecimento internacional

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PARAMARIBO – O Suriname alcançou um feito notável ao se tornar o primeiro país na Amazônia a relatar a ausência de casos de malária desde 2021, graças aos esforços conjuntos com a cooperação técnica brasileira. Em reconhecimento a essa conquista, o Suriname foi agraciado com o prestigioso prêmio “Campeões contra a Malária das Américas” pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), edição 2023, ao lado da República Dominicana, Belize, Quintana Roo (México) e Manaus (Brasil). Este prêmio é um testemunho do comprometimento nacional e subnacional desses países na luta contra a malária.

A parceria efetiva entre o Brasil e o Suriname, coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores, desempenhou um papel crucial nesse sucesso. Ao longo de três projetos de cooperação entre 2016 e 2019, focados no combate a doenças transmitidas por vetores, como leishmaniose, doença de Chagas e malária, o Suriname alcançou a notável redução de casos de malária transmitida localmente de dezenas de milhares para zero.

A cooperação técnica envolveu a capacitação de 28 especialistas surinameses, a doação de 500 kits de tratamento contra a leishmaniose e 7.500 medicamentos antimaláricos. Além disso, o Programa de Malária do Suriname foi fortalecido, recebendo reconhecimento internacional anteriormente concedido à OPAS em 2018.

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É digno de nota que, apesar de estar cercado por países com altas taxas de malária, as estratégias eficazes do Suriname não apenas eliminaram a transmissão local da doença, mas também garantiram a proteção da população local contra a transmissão dentro das fronteiras do país. Mesmo com a possibilidade de entrada da doença por meio de viajantes, especialmente provenientes de nações vizinhas como Guiana, Brasil e Guiana Francesa, as medidas implementadas asseguraram um ambiente protegido.

O histórico da cooperação técnica Brasil-Suriname, centrado em projetos que abordam doenças transmitidas por vetores, criou uma base sólida para a comunicação interinstitucional e o fortalecimento das capacidades do Suriname no combate a essas doenças. O trabalho conjunto incluiu treinamento em campo e laboratório, focado na identificação, captura e triagem dos vetores da malária.

Em 2022, a parceria foi renovada com o projeto “Fortalecimento da vigilância em saúde das doenças de transmissão vetorial: malária, chagas e leishmaniose”. Este projeto reitera o compromisso mútuo na prevenção e controle dessas doenças, visando à redução da incidência e ao reforço das capacidades do Suriname em diagnóstico, tratamento, pesquisa e controle dos vetores associados.

O reconhecimento internacional através do prêmio “Campeões contra a Malária das Américas” é não apenas uma celebração dos êxitos passados, mas também um estímulo para a continuidade e expansão dessas iniciativas colaborativas, visando a erradicação completa da malária na região amazônica. O Suriname, ao lado de seus parceiros, destaca-se como um exemplo inspirador de como a cooperação técnica pode ser um catalisador para transformações significativas na saúde pública.

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