Coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita entregou, pela primeira vez, armas para as milícias que combatem os xiitas houthis, que tomaram o poder e desestabilizaram o país.

Pelo menos 185 pessoas morreram e 1.285 ficaram feridos na cidade de Áden, no Iêmen, desde o início dos enfrentamentos armados, em 26 de março, entre as forças houthis e os comitês populares leais ao presidente iemenita Abd Rabbo Mansour Hadi. O diretor do departamento de Saúde da cidade, Al Jader Lasuar, disse que a maioria dos mortos é de xiitas houthis. O dirigente afirmou ainda muitas pessoas que morreram não passaram por hospitais e necrotérios, por isso é difícil fazer um registro completo dos mortos.

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Além disso, Lasuar disse que os hospitais da cidade estão lotados de feridos e que alguns deles são tratados no chão, pois não há macas suficientes. O diretor denunciou que Áden só conta com dez ambulâncias para transportar os feridos para os hospitais e que os veículos não são adaptados para este tipo de situação. As equipes médicas estão expostas aos “disparos de ambos os lados”‘, e citou como exemplo a morte de dois integrantes da Cruz Vermelha iemenita em um tiroteio em Áden.

Os enfrentamentos começaram no mesmo dia em que uma coalizão de países árabes, liderada pela Arábia Saudita, lançou uma operação militar para tentar conter o avanço de tropas houthis rumo a Áden. O presidente Hadi estabeleceu nesta cidade portuária sua sede, antes de fugir para Riad, na Arábia Saudita.

Armamentos – Aviões da coalizão árabe que luta no Iêmen contra os combatentes houthis entregaram nesta sexta armas leves, munição e remédios às milícias leais ao presidente iemenita. As caixas foram lançadas em paraquedas na cidade sulina de Áden, e a entrega foi realizada nos distritos de Jor Maksar, Mansura, Dar Saad e Criter.

Esta é a primeira vez que os combatentes partidários de Hadi recebem armas das forças árabes, desde o começo da operação militar. Os houthis, que controlam o norte do país e parte do sul, têm seu principal bastião na montanhosa província de Saada, na fronteira com a Arábia Saudita. Desde setembro do ano passado, também controlam a capital, Sana. A operação ocorre em meio ao debate sobre o envio de forças terrestres da coalizão ao Iêmen, já que os bombardeios aéreos se demonstraram insuficientes para conter o avanço xiita em direção ao sul, depois que conseguiram entrar em Áden na quarta-feira passada.

O Iêmen enfrenta um período de muita turbulência política, com grupos rivais dentro do governo e ainda com o avanço de grupos islamitas radicais. A ascensão ao poder do grupo houthi, apoiado pelo Irã, desde setembro do ano passado, aumentou as divisões da complexa rede de alianças políticas e religiosas do país, dividiu o Exército e deixou o país em uma situação similar a uma guerra civil.

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Fonte: Veja

 

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