Atriz abriu o coração e também contou como convive com a esclerose múltipla, doença autoimune.

A história de uma das maiores comediantes do Brasil se divide entre o antes e o depois de um diagnóstico. Há 15 anos, Claudia Rodrigues descobriu ter uma doença sem cura, a esclerose múltipla. Foi sobre esse e outros assuntos que a atriz conversou com o Domingo Espetacular com exclusividade no prédio em que mora, no Rio de Janeiro.

Publicidade

— Quando me disseram que eu tinha isso, eu procurei tudo, eu queria saber. E sempre chega alguém que te conta que tem uma tia, uma prima…

Ela descobriu os primeiros sintomas da doença quando estava gravando uma cena e sentia dificuldade em decorar um texto, coisa que nunca acontecia.

— Comecei a gravar e [dizia]: pera aí, pera aí, só um minuto. E a direção me chamou e disse: “O que está acontecendo?” Ah, não sei… Na verdade, eu tenho que pegar o texto. [E disseram para ela] “Claudinha, você nunca foi disso.” Fiz OK e daí eu percebi que estava com um problema mesmo e que eu não conseguia lembrar do que eu tinha lido

A esclerose múltipla atinge 2,5 milhões de pessoas no mundo e é uma doença autoimune, ou seja, é o corpo brigando contra ele mesmo. No caso de Claudia, a esclerose atinge o sistema nervoso central, o que causa a perda de memória. A doença não tem cura, mas é possível controlá-la e os seus episódios.

O neurologista André Gustavo Lima foi ouvido pelo Domingo Espetacular e explicou melhor a doença.

— Se você pegar uma pessoa deprimida, é muito mais difícil de tratar. Se você pegar uma pessoa com força de vontade, [que diz] “eu vou conseguir”, ela vai conseguir superar.

Ninguém imaginava que uma craque do humor fosse se abalar por uma tristeza profunda. Nem como ninguém sabia dos dramas da vida pessoal da mulher que nos fazia sorrir.

Recentemente, Claudia passou por um processo muito difícil: foram quatro anos de depressão, sem sair de casa.

— Eu não saia de casa. Eu ia fazer o que na rua?

Ao ser questionada no colo de quem chorava, a atriz foi direta.

— De ninguém. Eu chorava no meu travesseiro. Meus amigos? Que amigos? Tem uma hora que é assim: quando você está muito no sucesso, quando você faz muita coisa para todo mundo, você é o máximo. Mas você sai desse sucesso e ninguém lembra da Claudinha. Claudinha o que? Meio isso…

Na época, Isa, a filha de Claudia, tinha 7 anos de idade.

— Não tinha nem o que eu falar com ela. Você não vai virar para uma criança quando você está deprimido e falar “estou deprimida”. Você não vai chorar no colo de uma criança, no colo de seu filho. Você não vai fazer isso.

E talvez hoje a Claudia esteja viva graças a existência de Isa.

Deixe seu comentário abaixo.

Fonte: R7

Comentar

Comentar