Restos mortais chegaram neste sábado em Jaraguá do Sul, no Norte de SC.Velório do catarinense será no domingo; haverá ainda celebração religiosa.

As cinzas do empresário Dealberto Jorge Silva, encontrado morto no México no dia 10 de janeiro, chegaram na manhã deste sábado (24) em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, segundo informou a família à equipe da RBS TV. O velório do catarinense deve ocorrer no domingo (25) e contará com uma celebração religiosa.

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Dealberto, de 35 anos, foi encontrado morto no balneário de Playa del Carmen, a 70 km ao Sul de Cancún, após cair de uma altura de cerca de 10 metros em um hotel da cidade. Segundo a Procuradoria-Geral do Estado de Quintana, o acidente foi resultado de paranoia provocada pelo consumo excessivo de drogas e de álcool.

O corpo dele foi cremado em Miami, nos Estados Unidos, e as cinzas vieram em um avião até Curitiba (PR). Segundo a família, o corpo foi cremado por questões sanitárias. O velório deve ocorrer entre às 10h e 15h de domingo (25) no crematório catarinense, em Jaraguá do Sul. Uma celebração religiosa está marcada para às 14h. Até a publicação desta reportagem a família não havia informado qual destino das cinzas.

Acidente
Ele e o irmão Fernando Silva, de 33 anos, viajaram no dia 2 de janeiro para o México para participar do casamento de um amigo. Depois, continuaram no país para participar de um festival de música eletrônica.

Segundo a polícia mexicana, a morte foi comunicada por volta das 23h55 do dia 10 de janeiro, quando foi informado que uma pessoa havia caído de um prédio na região. De acordo com o procurador-geral, Gaspar Armando Garcia Torres, as investigações começaram a partir de um comunicado do Consulado do Brasil no México após um dos irmãos gravar uma mensagem para a família no celular informando que estava sendo perseguido.

De acordo com o depoimento de Fernando à polícia mexicana, no dia da morte de Dealberto, os dois irmãos começaram a sentir que estavam sendo perseguidos e, em um certo momento, decidiram se separar. Depois, quando Fernando estava escondido, ele disse ter visto muitos carros da polícia, ouviu falar que alguém tinha morrido e logo pensou no irmão.

“Ele disse que pensou: ‘ agora vão me localizar’. E pegou um táxi para ir até Cancún, onde ficou perambulando por dois dias até que acabou o dinheiro que tinha”, detalha Garcia Torres, com base no depoimento do irmão que já voltou a Santa Catarina.

Ainda conforme a autoridade mexicana, assim que recobrou lucidez, Fernando ligou para conhecidos pedindo ajuda para retornar a Playa Del Carmen, onde ficou sabendo da morte do irmão e prestou depoimento, acompanhado de um advogado e de um tradutor.

Entrevista do irmão
Em entrevista ao Fantástico, o irmão Fernando afirmou que “a droga acabou com a minha vida, a droga tirou a pessoa que eu mais amava no mundo, que é o meu irmão”. “A pessoa que eu mais amei na minha vida. A droga acabou com tudo. Sempre foi meu melhor amigo, meu parceiro, meu sócio. Tudo pra mim. Eu tenho um pai e uma mãe que não mereciam estar passando por isso”, lamentou.

Ligação pedindo ajuda
A suposição de que a morte de Dealberto fosse um crime envolvendo a máfia mexicana havia sido levantada após a divulgação de um áudio recebido por amigos de Dealberto no fim de semana, no qual o rapaz alerta sobre um possível sequestro e pedido de ajuda.

“Irmão, eu estou para ser sequestrado por aquela amiga do Marchetti, a russa. Tem muita gente, está muito estranho, e avise a Polícia Federal, alguma coisa assim, cara”, diz Dealberto. Inicialmente, Fernando foi dado como desaparecido pela família e amigos, e havia feito contatos com a família dizendo estar “escondido”. O procurador afirmou ainda que a russa citada não tem ligação com a máfia.

 

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