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Chefe da OMS afirma que ebola está fora de controle

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Em reunião com dirigentes dos países afetados, Margaret Chan disse que consequências podem ser catastróficas em termos de perda de vidas, perturbações socioeconômicas e risco de disseminação para outros países.

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, declarou que o surto de ebola na África Ocidental está “fora de controle”, em uma reunião nesta sexta-feira com os presidentes de Guiné, Libéria e Serra Leoa em Conacri, capital de Guiné.  “Este surto está se movendo mais rapidamente do que os nossos esforços para controlá-lo. Se a situação continuar a piorar, as consequências podem ser catastróficas em termos de perda de vidas, perturbações socioeconômicas e risco de disseminação para outros países”, afirmou Margaret. Ela acredita, no entanto, que a crise pode ser contida com uma resposta rápida. “Essa reunião deve ser um ponto de virada na resposta ao surto”, disse. 

Na quinta-feira, o presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, decretou estado de emergência. O presidente anunciou que colocará em quarentena as áreas afetadas pelo surto, mobilizará forças de segurança para proteger equipes médicas e proibirá reuniões públicas. Além disso, ele pretende lançar uma busca por possíveis infectados em casas localizadas em regiões endêmicas.

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Doença — Não existe cura ou vacina para o ebola. A doença é conhecida por ser altamente transmissível e mortal: a taxa de óbitos entre infectados pode chegar a 90%. O vírus foi descoberto em 1976, ano em que houve 431 mortes pela infecção. Desde então, os principais surtos aconteceram em 1995 (254 óbitos), 2000 (224) e 2007 (224), todos na África. Na atual epidemia, que se iniciou em março, 729 pessoas morreram em Serra Leoa, Guiné, Libéria e Nigéria.

Entenda o surto de ebola na África.

O que é o ebola?

O vírus ebola foi descoberto em 1976 a partir de diagnósticos simultâneos na República Democrática do Congo e no Sudão, na África. Ele provoca uma grave doença conhecida como febre hemorrágica ebola, que pode afetar seres humanos e primatas, como macacos e chipanzés. O surto de ebola pode chegar a provocar a morte de 90% das pessoas infectadas. Atualmente, não existe vacina e nem cura para a doença.

Como a doença é transmitida?

O ebola é transmitido de pessoa para pessoa principalmente a partir do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas. A transmissão também pode acontecer a partir do contato com ambientes e objetivos contaminados por esses fluidos, como roupas. Segundo a OMS, não há risco de contágio no período de incubação do vírus — ou seja, entre a infecção e os primeiros sintomas. No caso do ebola, esse tempo pode variar de 2 a 21 dias.

Quais são os sintomas da infecção?

A doença costuma aparecer com quadros de febre, fraqueza e dores musculares, de cabeça e de garganta. Em seguida, surgem sinais como náusea, diarreia, feridas na pele, problemas hepáticos e hemorragia interna e externa. O tempo entre a infecção pelo vírus e o os primeiros sintomas variam de 2 a 21 dias.

Como é o tratamento da doença?

Não existe um tratamento específico para a febre hemorrágica ebola. Pacientes graves recebem cuidados intensivos, que incluem reidratação oral e intravenosa, e devem ser isolados e receber a visita apenas de profissionais de saúde que seguem todas as medidas de prevenção contra a infecção.

Quem corre maior risco de contrair o vírus?

Segundo a OMS, as pessoas com maior risco de contágio são profissionais de saúde e familiares de pacientes contaminados. A organização considera que as probabilidades de infecção entre turistas que visitam uma área endêmica são baixas.

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Fonte: Veja

 

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