Hamas declara que foi o dia mais sangrento do confronto com Israel. Ataques foram feitos após, ao menos, 25 mísseis partirem da Palestina.

Drones israelenses mataram pelo menos seis palestinos nas últimas horas na Faixa de Gaza na noite deste domingo (6), após uma série de disparos do território palestino contra o sul de Israel, informaram fontes médicas e da segurança.

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Um ataque de um drone (veículo aéreo não tripulado) foi realizado em local ao leste do campo de refugiados de Bureij, no centro do território palestino, revelou o porta-voz dos serviços de urgência de Gaza, Achraf al-Qoudra. Segundo testemunhas, as vítimas faziam parte de um grupo armado.

Na madrugada desta segunda-feira (7), outro drone matou e feriu mais palestinos ao leste de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, afirmou Ashraf al Qudra. Uma testemunha disse à agência AFP que os mortos eram militantes e os feridos, civis.

De acordo com as agências de notícias, no total foram sete palestinos mortos, todos descritos como militantes do movimento islâmico Hamas, que declarou que este foi o dia mais sangrento dos confrontos com Israel.

O Exército de Israel já havia realizado ataque com drone contra um comando dos Comitês de Resistência Popular (CRP), um grupo radical de Gaza, mas os ativistas palestinos saíram ilesos, segundo testemunhas.

O Exército israelense afirmou “ter conseguido impedir um outro ataque contra Israel ao atingir terroristas envolvidos nos disparos de foguetes a partir do centro da Faixa de Gaza”. “O alvo foi atingido”, destacou o comunicado militar.

Os ataques ocorreram após pelo menos 25 mísseis partirem da Palestina e caírem em Israel neste domingo. Segundo o Exército, o ataque não deixou vítimas. As forças israelenses reagiram com ataques aéreos e disparos de artilharia contra a Faixa de Gaza.

Diante dos disparos de projéteis da Faixa de Gaza contra o território israelense nos últimos dias, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que “fará o necessário para garantir a paz e a segurança” no sul de Israel.

Tensões
As tensões aumentaram na região depois de que três adolescentes israelenses foram sequestrados e mortos perto da cidade palestina de Hebron, na Cisjordânia. Netanyahu acusou o movimento palestino islâmico Hamas pelo assassinato a “sangue frio” dos três jovens e advertiu que a organização palestina pagaria pelas mortes.

Na última quarta, o adolescente palestino Mohammed Abu Khder, de 16 anos, foi sequestrado em Jerusalém Oriental. Seu corpo queimado foi achado horas mais tarde em uma floresta a oeste de Jerusalém, em um ataque atribuído pelos palestinos aos israelenses extremistas como vingança pela morte de três adolescentes israelenses.

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Fonte: G1

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