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Austrália convoca embaixador egípcio após condenação de jornalistas

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A Austrália convocou, na manhã desta terça-feira (24), o embaixador-adjunto do Egito no país para protestar contra a condenação de um grupo de jornalistas do canal de televisão Al Jazeera pela justiça do Egito, ontem. O caso provocou indignação da comunidade internacional, que pede que os condenados sejam agraciados pelo presidente Al-Sissi.

Dois jornalistas, um australiano e um egípcio-canadense, foram condenados a sete anos de prisão por terem apoiado, segundo a justiça, uma organização terrorista, expressão usada para designar a Irmandade Muçulmana. Já um produtor egípcio foi condenado a dez anos de prisão, por porte de armas. Eles foram detidos no Cairo em dezembro, acusados de terem apoiado o presidente deposto Mohamed Mursi.

A ministra australiana das Relações Exteriores, Julie Bishop, convocou o embaixador-adjunto do Egito para dar explicações – o que, no protocolo diplomático, significa demonstrar a desaprovação diante da decisão egípcia. O embaixador egípcio encontra-se atualmente no Cairo. Bishop exprimiu a sua “decepção” diante da sentença judicial.

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“Não há nenhuma dúvida de que este caso era, desde o início, motivado por razões políticas”, declarou a ministra, em entrevista à rádio ABC. Ela ainda indicou que o governo australiano está em contato com o governo egípcio a respeito do assunto. “Nós estamos tomando as medidas necessárias para fazer um pedido oficial de intervenção do presidente”, destacou.

Pressão internacional

Os pais de Peter Greste, o repórter australiano condenado, deram hoje uma entrevista coletiva defendendo o filho. Eles afirmaram que Peter é um jornalista premiado e não um criminoso.

Ontem, o secretário de Estado americano, John Kerry, telefonou para o colega egípcio para falar sobre o “descontentamento” sobre as penas “draconianas” às quais os jornalistas foram sentenciados.

O Egito considera a Al Jazeera a porta-voz do Catar, que apoia a Irmandade Muçulmana. O governo catari denuncia abertamente a repressão contra os apoiadores de Mursi.

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Fonte: RFI

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