spot_img
spot_img

Após matar 27 pessoas, tufão Hagupit perde força nas Filipinas

Atualizado há

Fenômeno, rebaixado a tempestade tropical, não vai atingir capital Manila. Das vítimas fatais, 18 morreram na ilha de Samar, diz Cruz Vermelha filipina.

O temido tufão Hagupit, que varreu as Filipinas de leste a oeste nos últimos três dias, deixou 27 mortos no arquipélago, mas poupou a capital Manila, onde a população respirava aliviada nesta terça-feira (8) com a perda de força do fenômeno, transformado em depressão tropical.

A maioria das mortes – segundo a Cruz Vermelha – ocorreu na extremidade sul do arquipélago, na ilha de Samar, primeira zona atingida pelo tufão, no sábado, com ventos de 210 km/h.

- Publicidade -

Soldados e voluntários seguiam para os vilarejos da costa da ilha de Samar, onde o número de vítimas deve crescer com o desenvolvimento dos trabalhos de resgate.

Com o passar das horas, o Hagupit perdeu força e na segunda-feira foi rebaixado a tempestade tropical.

O Hagupit passou por Manila na madrugada desta terça, onde dezenas de milhares de pessoas, em particular nas áreas pobres próximas do litoral, se refugiaram em escolas e abrigos de emergência criados pelas autoridades.

O aeroporto de Manila suspendeu dezenas de voos.

Até o momento, o tufão Hagupit provocou menos estragos que o temido, sobretudo em comparação com o Haiyan, que passou pela região leste do país em 8 de novembro de 2013 e provocou mais de 7.350 mortes.

Mas o Hagupit, o tufão mais forte do ano, destruiu milhares de casas em localidades isoladas, inundou várias cidades, derrubou postes de energia elétrica e provocou deslizamentos de terra que bloquearam estradas.

Das vítimas fatais, 18 morreram na ilha oriental de Samar, informou a Cruz Vermelha filipina.

Dezesseis pessoas morreram afogadas em Borongan, que tem 60.000 habitantes, uma das principais cidades da costa leste de Samar, afirmou à AFP Gwendfolyn Pang, secretária da Cruz Vermelha.

“O balanço não é definitivo”, explicou Pang.

O número de vítimas fatais pode aumentar à medida que os soldados avancem aos locais mais isolados. As autoridades aguardam informações das 7.100 ilhas que integram o arquipélago.

O governo anunciou que o gigantesco plano preventivo de retirada de moradores, organizado desde sexta-feira, salvou muitas vidas.

Em Tacloban, uma localidade de 220.000 habitantes que foi uma das mais afetadas pelo tufão de 2013, não foram registradas vítimas. “Tivemos um suspiro coletivo de alívio. Estávamos mais bem preparados depois de Yolanda”, nome filipino do Haiyan, disse Jerry Yaokasin, vice-prefeito.

“Este é um bom exemplo de preparação, planejamento e solidariedade”, disse o secretário do Interior, Manuel Araneta Roxas, durante uma visita a Borongan.

Filipinas, país em desenvolvimento e que tem 100 milhões de habitantes, registra anualmente a média de 20 tufões.

Por sua situação geográfica, o arquipélago é a primeira massa terrestre importante encontrada pelos tufões que se formam no Oceano Pacífico.

Os cientistas acreditam que a violência das tempestades e tufões é provocada pela mudança climática dos últimos anos.

O diretor executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, fez um apelo aos delegados que participam na conferência do clima de Lima (Peru) a adotar medidas. “A natureza não negocia. Temos que acordar. O tempo é curto”, disse Naidoo.

Deixe seu comentário abaixo.

Fonte: G1

Comentar

Comentar

spot_img
spot_img
spot_img
spot_img
spot_img

Mais do LPM

spot_img
Custom App
Phone
Messenger
Email
WhatsApp
Messenger
WhatsApp
Phone
Email
Custom App
%d blogueiros gostam disto: