Candidato a presidente pelo PSDB defendeu aliança com partidos de investigados na Operação Lava Jato. Segundo ele, aliança é necessária para presidente eleito conseguir maioria no Congresso.

O candidato a presidente da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, negou nesta quarta-feira (29), em entrevista ao Jornal Nacional, que os presídios de São Paulo – estado governado por ele durante 11 anos – sejam controlados por facção criminosa.

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Ele também negou irregularidades na obra do Rodoanel, em São Paulo, e defendeu Laurence Casagrande, ex-presidente da Dersa, empresa de infraestrutura viária do estado. Casagrande é um dos 12 indiciados pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento no suposto esquema de desvio de dinheiro das obras do trecho norte do Rodoanel.

Alckmin foi o terceiro entrevistado da série do JN com presidenciáveis. O primeiro foi Ciro Gomes (PDT) e o segundo, Jair Bolsonaro (PSL). Nesta quinta (30), Marina Silva (Rede) encerrará a série. A ordem das entrevistas foi determinada por sorteio. Luiz Inácio Lula da Silva, presidenciável do PT, está preso e proibido pela Justiça de dar entrevistas.

Facção criminosa de SP

Indagado sobre a facção que atua nos presídios paulistas, Alckmin disse que essa organização criminosa não controla as cadeias e negou que a redução da taxa de homicídios no estado tenha como causa uma determinação dos chefes do crime.

“A maior facção criminosa do Brasil, nascida em São Paulo, com seus líderes ou chefes presos em São Paulo, continua operando, se expandido, pelo Brasil e fora do Brasil, e não tem comando de dentro das cadeias?”, indagou o jornalista William Bonner.

“Não tem, não tem, não tem. Nós temos scanner, controle, penitenciária de segurança máxima antes do governo federal”, afirmou.

“Isso aí [a afirmação de que chefes do crime controlam as cadeias] são coisas que vão sendo repetidas e acabam virando verdade”, declarou o presidenciável.

A jornalista Renata Vasconcellos confrontou o candidato com a interpretação de especialistas em segurança para a redução dos homicídios no estado.

Fonte: G1

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