Senador critica o aumento de importos para ampliar a arrecadação em R$ 20 bilhões e condenou veto de Dilma ao reajuste de 6,5% na tabela de IR.

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), disse nesta terça-feira que pretende mobilizar os partidos de oposição no Congresso para derrubar o pacote de maldades anunciado ontem pelo governo. Em nota, o tucano classificou o pacote de aumento de imposto e as recentes mudanças em benefícios trabalhistas como “estelionato eleitoral”, já que a presidente Dilma Rousseff havia prometido, durante as eleições, não mexer nos direitos dos trabalhadores. “Os discursos e programas de TV do PT abusaram do terrorismo político, afirmando que a oposição promoveria arrocho, aumento de impostos e redução dos benefícios sociais. Não era verdade. O PT está fazendo o que falsamente disse que a oposição faria”, disse.

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Além de o governo ter confirmado o endurecimento de regras de concessão de seguro-desemprego e pensão por morte, por exemplo, Dilma vetou nesta terça o reajuste de 6,5% na tabela de Imposto de Renda de Pessoa Física e ainda anunciou nesta segunda um pacote econômico que aumenta impostos e tenta turbinar o caixa em cerca de 20 bilhões de reais.

“A presidente Dilma inicia o seu novo mandato cortando direitos trabalhistas e aumentando impostos. Com isso, trai os compromissos assumidos com a população durante a campanha eleitoral”, disse o senador. “O brasileiro tem sido a grande vítima da incompetência e das contradições do governo do PT”, resumiu.

“O pacote de medidas anunciado pelo governo aumentará o preço de combustível, cosméticos, produtos importados e operação de créditos. Trata-se de mais um exemplo do estelionato praticado na campanha eleitoral para reeleger a presidente”, completou ele.

Apagão – Aécio ainda criticou o apagão de energia registrado ontem nos principais estados e no Distrito Federal e disse que, ao mesmo tempo o país ainda foi “surpreendido com o anúncio de aumentos de impostos”. “A oposição vai se mobilizar no Congresso Nacional para impedir que medidas que penalizam parcelas expressivas da população, em especial o trabalhador brasileiro, sejam implantadas.”

Ao analisar o veto à correção de 6,5% na tabela de IR, o senador avaliou que, ao vetar a medida aprovada no Congresso para garantir o reajuste do pagamento conforme a inflação de 2014, Dilma acaba por impor um aumento de Imposto de Rena ao contribuinte. O Executivo pretende enviar ao Congresso uma medida provisória para corrigir a tabela de IR em 4,5%, centro da meta de inflação, mas não o valor real da pressão inflacionária, acima dos 6%, registrada no ano passado.

“É inaceitável que medidas dessa magnitude, que afetarão a vida de milhões de famílias, sejam tomadas sem nenhum debate com a sociedade”, afirmou.

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Fonte: Veja

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