O embaixador brasileiro Laudemar Aguiar, disse ao jornal LPM NEWS que a violência contra as mulheres também ocorre entre a comunidade brasileira. Ele ressaltou também que este tipo de violência é cometida por estranhos, parceiros, cônjuges ou até mesmo membros da família. 

Com o objetivo de conscientizar e proteger mulheres brasileiras, foi realizada uma palestra no início desta semana no Olé Restaurante.

Carla Amaral Barros – Psicóloga

A líder naquela noite foi a psicóloga Carla Amaral Barros. Atualmente ela vive e trabalha no Japão. A psicóloga diz que a violência contra as mulheres não precisa apenas ser física ou sexual, mas também pode ser emocional. Este ato cruel, muitas vezes pode ser mental, com insultos na frente de outras pessoas ou até mesmo em casos onde todo o dinheiro é levado e o agressor mantém os documentos delas sequestrados.

Margo Bean – Diretora da fundação (Stop Geweld tegen Vrouwen) (Foto: Val)

Margo Bean, diretora da fundação Pare a Violência Contra as Mulheres (stichting Stop Geweld tegen Vrouwen), também esteve presente durante a apresentação. Ela diz que o fato de algumas estrangeiras estarem ilegalmente no país faz com que o boletim de ocorrência junto a polícia muitas vezes não sejam prestados.

Laudemar Aguiar – Embaixador do Brasil em Suriname (Foto: Luiz Paulo)

O embaixador Laudemar Aguiar também disse que, desde 2006, quando a “Lei 11.340” conhecida como Lei Maria da Penha foi adotada no Brasil a redução de violência doméstica contra a mulher foi reduzida em 10%. As penalidades também foram aumentadas e mesmo que a vítima queira retirar a queixa, isso não é possível. No Suriname existe uma lei sobre o combate à violência doméstica que foi criada desde 2009.

Através da palestra a Embaixada do Brasil em Paramaribo quer fazer com que as mulheres, em particular as brasileiras se conscientizem de seus direitos.

“Sempre há ajuda para que ela não precise ficar em situação de violência”, diz o embaixador Laudemar Aguiar.

Fotos: CCBSUR