Foto: Reprodução Governo Guiana

O vice-presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo, expressou preocupação com o tempo que o Suriname está levando para cumprir seu acordo de licenciar os pescadores guianenses para operar em suas águas. 

Atualmente, as licenças são emitidas para empresários surinameses por US$ 100 por ano e alugadas para os pescadores da Guiana por US$ 3.000 por ano. Após uma reunião na Guiana em agosto de 2021 entre o presidente Irfaan Ali e o chefe de Estado do Suriname, Chan Santokhi, os dois líderes emitiram uma declaração conjunta indicando que a antiga questão de licenças para os pescadores guianenses operarem no Suriname águas territoriais. Nada aconteceu desde então.

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Jagdeo diz que o governo do Suriname não está agindo como um bom vizinho no que se refere a essas promessas. “O Suriname já mudou de posição várias vezes antes, quando prometeu nos dar as licenças por escrito. Então, o mesmo homem que colocou por escrito negou que ele fez isso. Temos a evidência disso e publicamos”, disse o vice-presidente aos pescadores durante a divulgação.

Após a assinatura do acordo entre os dois chefes de estado em agosto do ano passado, Jagdeo se reuniu com pescadores no Corentyne em 10 de abril. Nesta reunião, o vice-presidente disse que o governo continuaria a fazer todo o possível para garantir que os pescadores do Corentyne fossem licenciados.

“A única coisa com a qual podemos nos comprometer é manter a pressão”, disse Jagdeo aos pescadores em abril, acrescentando que o assunto é uma prioridade para o governo da Guiana. Segundo o vice-presidente, o governo da Guiana está ciente do motivo pelo qual o governo liderado por Santokhi não cumpre suas promessas.

“Às vezes eles vão e voltam, porque as pessoas certas estão ganhando muito dinheiro com essas licenças por lá, então eles não querem dar. Portanto, eles estão lutando. Mesmo quando há boa vontade no nível do governo, há um problema em outros níveis. Continuaremos observando e pressionando”, afirmou Jagdeo na mais recente divulgação para a região. 

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