Após a visita ao Suriname e a Guiana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que deve visitar a Rússia, Hungria e Polônia. Sobre a ida a Moscou, ele disse que não visa provocar qualquer animosidade, em meio às tensões entre o governo russo e a Otan devido à situação na Ucrânia.

“O Itamaraty vê essa questão. A gente não está saindo do Brasil para criar problemas, animosidade. Sabemos do problema de algum país com a Rússia, sabemos disso”, disse Bolsonaro a jornalistas no Palácio do Planalto em entrevista à noite. “A Rússia é um parceiro nosso, temos compra de fertilizantes, potássio, entre outras coisas. Então é uma viagem que interessa para nós e para eles”, acrescentou.

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A Rússia vive atualmente uma crise com a Otan devido ao grande número de tropas que posicionou ao longo da fronteira com o país vizinho. Autoridades ocidentais, como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, temem uma invasão russa da Ucrânia. Bolsonaro também afirmou que deve visitar Hungria e Polônia depois da viagem a Moscou.

Os dois países são governados por políticos radicais de direita, que frequentemente entram em desacordo com a União Europeia em temas que envolvem direitos humanos. O presidente também comentou a viagem a Guiana e Suriname, ressaltando que os dois países “têm um grande potencial de óleo e gás”.

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