20/05/2017- Brasília- DF, Brasil- O presidente da República, Michel Temer, durante pronunciamento oficial, disse que vai pedir ao STF, a suspensão de inquérito até que gravação seja periciada Foto: José Cruz/Agência Brasil

Presidente anunciou medida em pronunciamento no Planalto; ministro da Defesa informou que decreto tem validade de duas semanas. Estado enfrenta crise com chegada de venezuelanos.

O presidente Michel Temerinformou nesta terça-feira (28) ter decretado o uso das Forças Armadas em Roraima para reforçar a segurança no estado.

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Temer anunciou a medida em um pronunciamento no Palácio do Planalto. Segundo o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) tem validade de duas semanas (até 12 de setembro) e a prorrogação poderá ser avaliada conforme a necessidade.

“Decretei hoje o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem no estado de Roraima. Naturalmente, para oferecer segurança aos cidadãos brasileiros e aos imigrantes venezuelanos que fogem de seu país em busca de refúgio no Brasil”, anunciou.

O anúncio foi feito dez dias após a cidade de Pacaraima (RR) registrar um ataque de um grupo de brasileiros a acampamentos de venezuelanos.

Fronteira com a Venezuela, Roraima é a principal rota utilizada pelos imigrantes que entram no Brasil. Os venezuelanos tentam fugir da crise política, econômica e social do país, com inflação alta e desabastecimento.

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Em julho, a Casa Civil informou que, entre 2015 e junho deste ano, 56,7 mil venezuelanos procuraram a Polícia Federal para solicitar refúgio ou residência no Brasil.

Como vai funcionar?

Os ministros Joaquim Silva e Luna (Defesa) e Sergio Etchegoyen (GSI) explicaram que os militares das Forças Armadas vão atuar nas fronteiras leste e oeste de Roraima e nas rodovias federais do estado.

A faixa de atuação contempla uma área de 150 quilômetros, a partir da fronteira. Neste espaço ficam as cidades de Pacaraima e Boa Vista.

A GLO garante o poder de polícia aos militares nas duas faixas de fronteira e nas rodovias federais.

De acordo com Silva e Luna, o governo vai utilizar na ação militares da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, que fica em Boa Vista e já atua no trabalho de acolhimento dos venezuelanos.

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