O governo do Suriname confirmou nesta sexta-feira, dia 3, a primeira morte por Covid-19. A vítima havia sido a sétima infectada após contrair o vírus da esposa, que foi o primeiro caso registrado no país, em 13 de março. Atualmente, os órgãos de saúde confirmam 10 pessoas positivadas, sendo que três estão curadas e cumprem quarentena regulamentar por medida de segurança.

De acordo com levantamento feito pela redação do LPM News a partir dos boletins emitidos pelos órgãos oficiais de saúde do Suriname, o número de pessoas em quarentena domiciliar ultrapassou 500 nos últimos 10 dias, atualmente, é de 318. Por outro lado, 172 seguem também em isolamento, porém, com acompanhamento do governo em hospitais e hotéis.

Com base nos números atuais de infectados, o Suriname, país com cerca de 600 mil habitantes, possui 0,001% de sua população com a Covid-19, percentual quatro vezes menor que o Brasil, por exemplo, que tem 9 mil testes positivos, o equivalente a 0,0045% de sua população de 200 milhões. As mortes no maior país da América do Sul somam 363 até a noite desta sexta-feira, segundo levantamento atualizado do G1, portal de notícias do Grupo Globo.

Seis dias separaram a confirmação do primeiro para o segundo caso no Suriname, ou seja, do dia 13 a 19 de março. Só que menos de 48 horas depois, outras três pessoas foram diagnosticadas com a Covid-19, chegando a cinco testes positivos. Nos dias 23 e 24 de março, o governo anunciou o 6º, 7º e 8º contágio. Já o nono e o décimo foram divulgados na terça-feira passada, consolidando uma oscilação entre as confirmações e um panorama de tranquilidade, se comparado aos demais países do mundo.

Mesmo assim, o governo de Desiré Delano Bouterse adotou medidas de prevenção e segurança, o que inclui a suspensão integral das aulas presenciais e a transmissão pela televisão, o comércio se manteve aberto, porém, com restrições de aglomerações, conforme determina a Organização Mundial da Saúde (OMS). O presidente ainda decretou toque de recolher diário no Suriname entre 20h e 6h, com fiscalização policial durante a noite e madrugada.

Outra decisão foi o fechamento das fronteiras do país e do Aeroporto Internacional Johan Adolf Pengel desde 14 de março, um dia após o primeiro caso. A medida coincidiu com a de vários outros chefes de estado e impediu o trânsito de vários passageiros que estavam chegando ou saindo do Suriname. Um dos últimos desembarque aconteceu esta semana, de um voo de Belém, no Brasil, que levou e trouxe passageiros residentes e surinameses. Quem desembarcou em Paramaribo segue em quarentena.

Foto: Arte LPM News

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